segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Primeiro-Ministro visita Fafe mas esquece-se dos problemas de quem cá vive e trabalha

Hoje, Luís Montenegro, Primeiro-Ministro, visitou Fafe, tendo participado na inauguração de um novo espaço de Loja do Cidadão. Na sequência desta iniciativa e do que lá foi afirmado, a Comissão Concelhia de Fafe do PCP torna públicas as seguintes considerações:

 

Esperamos que esta Loja do Cidadão possa vir a ter um impacto positivo no acesso dos fafenses aos serviços públicos e promover um melhor relacionamento dos cidadãos de Fafe com a Administração Pública. No entanto, resultado de políticas de desinvestimento nos serviços públicos e da consequente falta de funcionários em diversas áreas, não é a simples criação das Lojas do Cidadão que garante um melhor atendimento ou uma melhoria do acesso ou da qualidade desses serviços. Os fafenses necessitam de serviços públicos eficazes e de qualidade e para isso o que se impõe é a valorização e dignificação desses serviços, dos seus trabalhadores, e a melhoria de condições e meios para poderem desempenhar as suas tão importantes funções sociais.

 

A presença do Primeiro-Ministro nesta inauguração pretende branquear as políticas desenvolvidas pelo Governo que agravam as condições de vida da população, piorando efetivamente o acesso a serviços públicos essenciais, desde o SNS, aos tribunais, passando pela educação e segurança social. Não podemos deixar de alertar para a necessidade de criação de um novo hospital do SNS no nosso concelho e da melhoria das condições do edifício do Tribunal de Fafe e da necessidade urgente de aumento do número de funcionários judiciais, assim como no serviço de finanças local, depauperado de funcionários. E já que temos cá o Primeiro-Ministro temos também de recordar que o Plano Ferroviário Nacional deveria incluir a ligação por ferrovia ao concelho de Fafe mas que nem para a via dedicada de autocarro rápido, alegadamente prevista entre Fafe e Guimarães, se conhecem prazos para a sua execução.

 

Se é necessária uma critica ao Governo pela forma como as suas opções políticas têm impactado nas populações, é também necessária uma referência crítica ao Sr Presidente da Câmara, que poderia ter aproveitado para mostrar ao Sr Primeiro-Ministro o edifício centenário junto ao Centro de Emprego, para sublinhar a necessidade de o recuperar antes que seja tarde.

 

Quanto à opção da Câmara Municipal pelo endividamento para compra da área onde agora se instalou a Loja do Cidadão, são públicas as críticas que fizemos na Assembleia Municipal e a nossa votação contra a autorização de empréstimo no valor de 2 milhões de euros para a aquisição e adaptação do piso térreo deste edifício sem manutenção há décadas. Não se percebe por que razão em certos casos, como este, a Câmara está disposta a endividar-se junto da banca e noutros casos, como nas questões da habitação,  condiciona a realização do investimento à obtenção de fundos nacionais ou europeus. Foi mesmo prosseguido o interesse público? Consideramos que havia diversos edifícios públicos municipais que poderiam ter sido aproveitados para a instalação deste serviço, com vantagens em termos de gestão do património público. O edifício da antiga Escola do Santo ou do antigo Mercado Municipal, situados no centro da cidade, com facilidade de estacionamento, são exemplos claros de que havia outras opções e que certamente não trariam futuros problemas de condomínio.

Pode o Governo cortar fitas e dizer que vamos bem. Não pode é dizer que estão a resolver os problemas reais da população, nem podem dizer que entre os lucros dos grandes grupos económicos e o alívio da vida de quem trabalha, têm dificuldade em escolher. Sabemos bem quem servem, quais as consequências das suas políticas e estaremos do lado dos que as vão derrotar.

segunda-feira, 20 de julho de 2026

PCP em Armil

Como é do conhecimento público, as fortes chuvas que fustigaram a região no início de novembro de 2025 provocaram uma derrocada grave nesta infraestrutura desportiva. O deslizamento de terras resultou na queda do banco de suplentes, de um poste de iluminação e do próprio muro de suporte do complexo, deixando o recinto completamente fustigado e sem condições de segurança para a prática desportiva. Desde então, as equipas seniores e as camadas jovens do GCD Armil viram-se privadas de utilizar o seu próprio campo, tendo utilizado instalações emprestadas.

O eleito do PCP na Assembleia Municipal de Fafe, Alexandre Leite, acompanhado por uma delegação do partido, reuniu no dia 15 de julho com o Presidente da Junta de Freguesia de Armil e no dia 16 de julho com a direção do Grupo Cultural e Desportivo de Armil. Os encontros serviram para analisar de perto a situação do complexo desportivo, procurar esclarecer algumas preocupações e dúvidas relativas às obras e fazer um acompanhamento de perto dos problemas da freguesia e da Associação. 




As reuniões surgem na sequência de uma pergunta dirigida à Câmara Municipal de Fafe, pelo Alexandre Leite, questionando sobre o processo de recuperação do Campo de Futebol de Armil e qual o ponto de situação.

Das informações recolhidas pela delegação do PCP, e apesar de se tratar de um processo visivelmente mais demorado do que o exigível, prevê-se que o Campo de Armil esteja finalmente disponível para outubro de 2026. Esta reabertura é crucial para devolver o espaço de treino e competição às largas dezenas de atletas que ali praticam desporto diariamente.

O PCP reafirma que continuará a manter um acompanhamento direto e vigilante a todo este processo de reestruturação. A resolução deste problema é uma prioridade para o PCP, reafirmando assim o seu compromisso inabalável com o desporto e o associativismo popular.

Aproveitou-se ainda a oportunidade para discutir outros problemas graves da Freguesia, onde a falta de saneamento básico esteve no centro das preocupações. Atualmente, Armil não tem nenhuma zona da freguesia dotada de saneamento básico. Perante esta realidade incompreensível, o PCP e os seus eleitos têm vindo, ao longo do tempo, a exigir um investimento sério, estrutural e urgente na rede pública de saneamento para garantir este direito básico à população.

Este tipo de reuniões e iniciativas surge como reflexo direto de um trabalho de compromisso, presença constante e proximidade com a comunidade que o PCP leva a cabo de forma séria e em defesa dos interesses dos Fafenses.