quarta-feira, 4 de março de 2026

Campanha de Recolha de Sangue, dia 8 de março (domingo), entre as 9h00 e as 12h30, uma Campanha de Recolha de Sangue, na sede da Junta de Freguesia de Ardegão.

 


PCP FAFE: Desvalorização das cantinas escolares

 


A recente decisão da Câmara Municipal de Fafe, liderada pelo PS, de renovar a concessão das cantinas escolares por mais três anos — uma medida que contou com o apoio de PSD, CDS e IL — representa uma oportunidade perdida de valorizar a escola pública e os seus trabalhadores. A Comissão Concelhia de Fafe do PCP reafirma que as cantinas não são um serviço exterior, mas sim uma plataforma pedagógica central na saúde e no bem-estar dos nossos jovens, não podendo, por isso, ser tratadas como um negócio de conveniência.

As cantinas escolares são plataformas pedagógicas essenciais para a saúde e o desenvolvimento dos jovens fafenses, não podendo ser tratadas como um serviço exterior ou descartável. Atualmente, as funcionárias das cantinas enfrentam uma situação insustentável, marcada por vínculos precários, instabilidade contratual e ordenados baixíssimos. Com a conivência da Câmara Municipal, estas profissionais são amarradas a contratos parciais de 2, 4, 6 ou 7 horas, sofrendo uma sobrecarga de trabalho constante devido ao incumprimento sistemático dos rácios de pessoal face ao elevado número de refeições servidas. O PCP questionou diretamente o executivo se o aumento de refeições previsto para o futuro será acompanhado pelo necessário reforço de pessoal ou se a estratégia do PS passará por sobrecarregar ainda mais quem já trabalha no limite das suas capacidades.

A gestão pública direta, proposta pelo PCP em moção apresentada na Assembleia Municipal de 29 de dezembro de 2025, permitiria uma mudança profunda de paradigma. O Município tem o dever de ser um parceiro comercial de referência para a agricultura familiar local, garantindo que os alimentos chegam às cantinas através de circuitos curtos, assegurando frescura e sustentabilidade.

O PCP mantém o seu compromisso inabalável com uma escola pública de qualidade, da qual as Cantinas são parte integrante, e continuará a lutar para que se regularize a situação laboral nestes estabelecimentos, através da contratação de todos os Trabalhadores a tempo inteiro e com a dignidade remuneratória que merecem. Não se pode aceitar que a grande fatia do orçamento municipal para as cantinas seja consumida pela subcontratação, perdendo-se em margens de lucro que não chegam nem ao prato dos alunos, nem ao bolso dos Trabalhadores. É urgente que o executivo PS assuma as suas responsabilidades e inverta este caminho de desvalorização social.

 

Comissão Concelhia de Fafe do PCP

Parlamento falha no reconhecimento pleno dos dadores de sangue

 


No passado dia 28 de fevereiro a Assembleia da República rejeitou a consagração de uma falta

justificada para dadores de sangue, constitui para nós, uma oportunidade perdida na valorização de

um gesto essencial à sociedade. Ao manter o regime atual que prevê apenas a dispensa pelo tempo

estritamente necessário à dádiva, o Parlamento ignora as dificuldades reais que muitos trabalhadores

enfrentam para conciliar horários profissionais exigentes para doar sangue. Deslocações, tempos de

espera e o próprio período de recuperação tornam, muitas vezes, difícil o regresso imediato ao

trabalho sem constrangimentos.

Importa sublinhar que já existem exemplos no país de maior reconhecimento. Na Região Autónoma

da Madeira, por exemplo, são concedidos dois dias de dispensa aos dadores que vão doar sangue,

demonstrando que é possível valorizar de forma mais efetiva este ato nobre e solidário.

Recorde-se que a dádiva de sangue é voluntária, gratuita e indispensável ao funcionamento do

sistema de saúde. Todos os dias são necessárias mil e cem unidades de sangue para cirurgias,

tratamentos e situações de emergência. Cada dádiva pode salvar até três vidas.

Reconhecer uma falta justificada não seria um privilégio, mas um sinal claro de respeito por quem

contribui, de forma solidária, para o bem comum, realçamos que em janeiro alterou-se o critério da

idade para doar sangue passando a ser possível doar sangue até aos 70 anos sem complicações de

saúde.

A Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Fafe continuará a defender que facilitar a dádiva é

fortalecer a cidadania. Porque doar sangue é um ato de generosidade e a generosidade merece

reconhecimento a todos os dadores.

A Direção