Hoje, Luís Montenegro, Primeiro-Ministro, visitou Fafe, tendo participado na inauguração de um novo espaço de Loja do Cidadão. Na sequência desta iniciativa e do que lá foi afirmado, a Comissão Concelhia de Fafe do PCP torna públicas as seguintes considerações:
Esperamos que esta Loja do Cidadão possa vir a ter um impacto positivo no acesso dos fafenses aos serviços públicos e promover um melhor relacionamento dos cidadãos de Fafe com a Administração Pública. No entanto, resultado de políticas de desinvestimento nos serviços públicos e da consequente falta de funcionários em diversas áreas, não é a simples criação das Lojas do Cidadão que garante um melhor atendimento ou uma melhoria do acesso ou da qualidade desses serviços. Os fafenses necessitam de serviços públicos eficazes e de qualidade e para isso o que se impõe é a valorização e dignificação desses serviços, dos seus trabalhadores, e a melhoria de condições e meios para poderem desempenhar as suas tão importantes funções sociais.
A presença do Primeiro-Ministro nesta inauguração pretende branquear as políticas desenvolvidas pelo Governo que agravam as condições de vida da população, piorando efetivamente o acesso a serviços públicos essenciais, desde o SNS, aos tribunais, passando pela educação e segurança social. Não podemos deixar de alertar para a necessidade de criação de um novo hospital do SNS no nosso concelho e da melhoria das condições do edifício do Tribunal de Fafe e da necessidade urgente de aumento do número de funcionários judiciais, assim como no serviço de finanças local, depauperado de funcionários. E já que temos cá o Primeiro-Ministro temos também de recordar que o Plano Ferroviário Nacional deveria incluir a ligação por ferrovia ao concelho de Fafe mas que nem para a via dedicada de autocarro rápido, alegadamente prevista entre Fafe e Guimarães, se conhecem prazos para a sua execução.
Se é necessária uma critica ao Governo pela forma como as suas opções políticas têm impactado nas populações, é também necessária uma referência crítica ao Sr Presidente da Câmara, que poderia ter aproveitado para mostrar ao Sr Primeiro-Ministro o edifício centenário junto ao Centro de Emprego, para sublinhar a necessidade de o recuperar antes que seja tarde.
Quanto à opção da Câmara Municipal pelo endividamento para compra da área onde agora se instalou a Loja do Cidadão, são públicas as críticas que fizemos na Assembleia Municipal e a nossa votação contra a autorização de empréstimo no valor de 2 milhões de euros para a aquisição e adaptação do piso térreo deste edifício sem manutenção há décadas. Não se percebe por que razão em certos casos, como este, a Câmara está disposta a endividar-se junto da banca e noutros casos, como nas questões da habitação, condiciona a realização do investimento à obtenção de fundos nacionais ou europeus. Foi mesmo prosseguido o interesse público? Consideramos que havia diversos edifícios públicos municipais que poderiam ter sido aproveitados para a instalação deste serviço, com vantagens em termos de gestão do património público. O edifício da antiga Escola do Santo ou do antigo Mercado Municipal, situados no centro da cidade, com facilidade de estacionamento, são exemplos claros de que havia outras opções e que certamente não trariam futuros problemas de condomínio.
Pode o Governo cortar fitas e dizer que vamos bem. Não pode é dizer que estão a resolver os problemas reais da população, nem podem dizer que entre os lucros dos grandes grupos económicos e o alívio da vida de quem trabalha, têm dificuldade em escolher. Sabemos bem quem servem, quais as consequências das suas políticas e estaremos do lado dos que as vão derrotar.

O eleito do PCP na Assembleia Municipal de Fafe, Alexandre Leite, acompanhado por uma delegação do partido, reuniu no dia 15 de julho com o Presidente da Junta de Freguesia de Armil e no dia 16 de julho com a direção do Grupo Cultural e Desportivo de Armil. Os encontros serviram para analisar de perto a situação do complexo desportivo, procurar esclarecer algumas preocupações e dúvidas relativas às obras e fazer um acompanhamento de perto dos problemas da freguesia e da Associação.

