quarta-feira, 17 de junho de 2026

Dizer "não" ao racismo

 Nota de Imprensa


A Comissão Concelhia de Fafe do Partido Comunista Português expressa o seu repúdio face aos alegados atos racistas, verificados no passado sábado, dia 13 de junho, no decurso da partida entre as equipas do Juvetrava SC e da ADC S. Clemente.

O jogo, que contava para a 21.ª jornada da Liga de Futebol de 11 da Associação de Modalidades Amadoras de Fafe (AMAF) e se realizou no Campo dos Carvalhinhos, em Travassós, não terminou. A equipa da ADC S. Clemente viu-se forçada a abandonar o recinto de jogo ao intervalo, numa tomada de posição legítima e corajosa face aos insultos e atitudes racistas alegadamente dirigidos ao seu atleta.

Para o PCP, este tipo de atos hediondos não têm, nem podem ter, qualquer lugar na nossa sociedade, e muito menos no desporto. O futebol deve ser um espaço de liberdade, inclusão e convívio desportivo, onde todos têm o direito de participar com total dignidade. Os valores fundamentais do desporto e do associativismo popular são frontalmente incompatíveis com o racismo e com a xenofobia.

Nesse sentido, a Comissão Concelhia de Fafe do PCP parabeniza publicamente a atitude firme da equipa e da estrutura da ADC S. Clemente. Ao recusar pactuar com a normalização da ofensa racista e ao retirar-se de campo, a equipa deu um sinal claro de dignidade humana que serve de exemplo a todo o movimento desportivo.

A gravidade da situação exige uma intervenção determinada por parte das entidades organizadoras e a tomada de medidas disciplinares e pedagógicas imediatas.

Por fim, o PCP recorda que o combate ao racismo convoca todos os agentes desportivos. Também as direções dos dois clubes e a AMAF têm um papel fundamental e ativo a desempenhar no sentido de se demarcar inequivocamente destes comportamentos. O desporto deve continuar a ser um fator de união, respeito mútuo e progresso social.


Comissão Concelhia de Fafe do PCP

17-6-2026

segunda-feira, 1 de junho de 2026

PCP: "Vitelinhas", sem acompanhamento

 Não se compreendem as razões para o desaparecimento das bicicletas para uso partilhado, apelidadas de “Vitelinhas,” e muito menos se alcança a lógica da sua compra sem um conjunto de medidas paralelas que permitam o seu uso adequado.

A Comissão Concelhia de Fafe do PCP considera que é possível criar condições para termos uma rede de vias dedicadas ao uso quotidiano da bicicleta no nosso concelho. O uso da bicicleta enquanto meio de transporte quotidiano contribui para a promoção da saúde pública e para a melhoria do ambiente urbano. A promoção da utilização da bicicleta permite uma redução da dependência dos combustíveis fósseis. No entanto, a promoção da bicicleta como meio de transporte quotidiano passa necessariamente pelo reforço da segurança rodoviária, existindo várias normas e orientações nacionais e internacionais que definem as boas práticas na elaboração de uma rede ciclável.

A Assembleia Municipal aprovou, há mais de 1 ano, a proposta do PCP recomendando que a Câmara realize um estudo para a implementação de uma rede ciclável no concelho, que permita a utilização segura da bicicleta como meio de transporte entre as diversas freguesias e a sede do concelho. 

 

No início do passado mês de maio, exercendo um dos direitos dos eleitos na Assembleia Municipal, foram enviadas as seguintes questões à Câmara Municipal, que ainda não se dignou responder:

 
- Qual o estado atual de conservação e manutenção das bicicletas "Vitelinhas" adquiridas pelo município?

- Qual o número total de bicicletas que compõem atualmente a frota e quantas se encontram operacionais?

- Quais os motivos técnicos ou administrativos que justificam o facto de o sistema se encontrar "fora de serviço" ou sem utilização prática há tanto tempo?

- Está prevista a disponibilização efetiva deste sistema de partilha à população?

- Em caso afirmativo, qual a data prevista para o início da operação do serviço?

- Existe algum cronograma para a futura rede ciclável do concelho, conforme recomendado na moção aprovada por esta Assembleia em 12 de fevereiro de 2025?


Lamentamos a ausência de resposta a estas questões, mas muito mais lamentamos a ausência de uma estratégia de mobilidade sustentável, bem plasmada nos milhões de euros enterrados em parques de estacionamento, numa aposta reiterada na promoção do veículo particular.


Comissão Concelhia de Fafe do PCP

1-6-2026 

FAFE | ‘aBRAÇAr, na trança da Palha’ | Inauguração - quarta-feira, 3 de junho, às 18h00 :: Casa da Cultura

 


‘aBRAÇAr, na trança da Palha

Inauguração | quarta-feira, 3 de junho, às 18h00 | Casa da Cultura de Fafe

 

"aBRAÇAr, na trança da Palha" é inaugurada esta quarta-feira, 3 de junho, pelas 18h00, na Casa da Cultura de Fafe, propondo um olhar para os fazeres, os convívios, os falares que a palha permite entre entrelaçados.

"aBRAÇAr na trança da Palha" dá continuidade ao programa Experimentar o Têxtil, convidando-nos a metamorfosear a Braços com a comunidade, vindos dela e para ela, a partir de trabalhos desenvolvidos por Ana Leandro, António Jorge e Mónica Faria.

"aBRAÇAr na trança da Palha" percorre os caminhos que hoje se desenham no reencontro com o território e a paisagem de Fafe. A este percurso juntamo-nos, abraçados pelas artesãs e pelos que, afoitos, se comprometem em preservar estes passados, para se reinventarem futuros ocupando novas avenidas do saber. 


No Museu de Golães, onde nos encontramos para celebrar resistências, podemos ler:

""Oupa!" Acordar, cortar o jejum, e entrançar duas horitas antes de correr à escola, sacola ao través, lousa lá dentro, tabuada poída, aprender as letras e as contas da vida.

Voltar a casa, brincar a espaços, estoquiar a trança dos grandes, entrançar para ajudar, entrançar a brincar.

Homens às leiras (...) moças às casas (...) serões de todos" 


De três braças se apresenta esta exposição:

"Mergulhar nos processos de uma arte vernacular, aprender práticas que se desvanecem, reavivar tradições, criar relações.

Percorro campos de centeio, observando as espigas a dançar com o vento e escutando as suas conversas. Sinto o aroma da ferrã acabada de cortar, cheira a primavera.

Toco nas matérias e vejo como afetam o meu corpo e como os meus gestos as modificam.

Reagimos mutuamente, tecendo encontros e nós nesta rede de ligações que me conecta ao mundo. Aprendo coreografias ancestrais, entre tentativa e erro, e guiada por mestres entrançamos corpos.

Trabalhar a palha permite unir memórias, abraçar novas pessoas e outras ideias, em pequenos gestos repetitivos e pacientes.

A palha, delicada e frágil, reserva uma resistência e plasticidade surpreendentes: metáfora da forca e vulnerabilidade humanas. É luz, terra, comunidade."


"aBRAÇAr na trança da Palha" insere-se nas iniciativas ‘Experimentar o têxtil’, realizadas no território do Vale do Ave pela bienal Contextile, com o propósito de ligar as diversas realidades do têxtil entre si e ligar os públicos e as comunidades aos processos de criação em torno do têxtil. A exposição estará patente até 31 de julho de 2026 na Casa da Cultura de Fafe e poderá ser visitada de terça-feira a domingo, das 10h00 às 18h00.

 



Iniciativa: Município de FAFE

Conceito e Produção: IDEIAS EMERGENTES / Contextile bienal

Co_Financiamento: DGArtes / Ministério da Cultura

Media partner: T jornal