segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

PCP Fafe vai apresentar uma "Moção de apoio aos feirantes" na próxima Assembleia Municipal, dia 27 de Fevereiro

 


A moção que será apresentada pelo PCP, de apoio aos feirantes de Fafe, face às intempéries, se aprovada, recomenda à Câmara Municipal que assuma um papel ativo no apoio direto aos feirantes, aplicando um desconto de 50% no valor mensal das taxas a pagar, relativo aos meses de janeiro e fevereiro. Recomenda ainda que se garanta a aplicabilidade prática deste apoio, fazendo com que o referido desconto tenha efeito nas mensalidades dos meses de março e abril de 2026. A proposta é a de assegurar o mesmo tratamento a todos os feirantes, procedendo à devolução da percentagem do valor em causa para os feirantes que efetuaram o pagamento das taxas em moldes anuais.

As feiras e mercados desempenham um papel insubstituível na economia e na identidade social do nosso concelho. Mais do que pontos de venda, são plataformas essenciais para o escoamento dos pequenos produtores e da agricultura familiar, garantindo a vitalidade do comércio tradicional e a sustentabilidade da produção local.

(Foto: DR)

O Município de Fafe tem uma tradição histórica indissociável desta atividade, sendo um dos poucos concelhos onde o feriado municipal está ligado a uma feira. É, por isso, dever da Câmara Municipal ser o exemplo maior de uma administração que honra os seus compromissos sociais e protege os seus agentes económicos em momentos de crise.

Nos últimos meses, o país tem sido fustigado por condições meteorológicas adversas. Se, por um lado, assistimos a admiráveis ondas de solidariedade por parte de muitos fafenses para com as regiões mais afetadas, por outro, não podemos ignorar que o nosso concelho também sofre as consequências da chuva e do vento incessantes. Os feirantes são dos profissionais mais prejudicados, enfrentando semanas consecutivas em que a venda é dificultada ou mesmo impossibilitada.

Tal como acontece noutros setores essenciais, a precariedade e a instabilidade nos rendimentos destes trabalhadores exigem uma intervenção municipal que assegure a dignidade e a continuidade da sua atividade.


Comissão Concelhia de Fafe do PCP

16-2-2026

Alunos da Escola Secundária de Fafe lançam obra literária (Re)leituras da Obra Camiliana

 


A obra (Re)leituras da Obra Camiliana foi apresentada publicamente, no passado sábado, na Biblioteca Municipal de Fafe. Este projeto, construído com uma uma peça de teatro, textos de análise da obra e dos personagens e produção criativa a partir da leitura de diferentes obras camilianas, foi coordenado pelos Professores Pedro Sousa e Carlos Afonso.

A sessão abriu com a participação musical de Ana Rita Lopes e Érica Ribeiro Mota, alunas de Literatura Portuguesa, mas também do ensino artístico, o que permitiu criar um ambiente delicodoce numa tarde fria e chuvosa. Beatriz Costa, em representação do CLUB ALFA, saudando os presentes, autêntica ‘o privilégio estarmos aqui reunidos, num espaço onde o esforço dos alunos se transforma em arte, reflexão e partilha.’ E acrescenta que ‘num tempo em que tudo parece fugaz, a literatura continua a ser um território fértil, onde as ideias florescem e as ideias se encontram. Nestes projetos, a sala de aula alarga-se: deixa de ter quatro paredes para passar a ter horizontes. Os alunos descobrem-se criadores de sentidos, de mundos possíveis, de visões que interrogam o presente e iluminam o futuro.’



Nas palavras do Professor Pedro Sousa, foi possível perceber a dinâmica do projeto, o seu enquadramento nas Comemorações dos 200 anos do nascimento de Camilo Castelo Branco, onde a escola se envolveu na comunidade civil e construiu uma peça inspirada em Camilo Castelo Branco e na sua obra O Morgado de Fafe em Lisboa, sendo que desta vez foi o Morgado a convidar os lisboetas a visitar Fafe, tendo como marca preponderante recebê-los com pompa e circunstância, uma característica tão genuinamente minhota. Após o sucesso da peça, era importante registar e engrandecer o momento com o juntar dos textos e surge a parceria com o CLUB ALFA que agarra a ideia e a integra no seu projeto pedagógico na rúbrica ‘publicações alfa’. Nesta parceria, nasce a obra completamente construída com o trabalho dos alunos de literatura portuguesa e a colaboração de duas alunas de artes, orientadas pelo professor Óscar, que desenharam a capa, Gabriela Ribeiro, e a contracapa, Sofia Ferreira.

A análise concretamente da obra ficou ao encargo das alunas Maria João Cunha e Adriana Teixeira, a primeira que representara o próprio Camilo e a Baronesa e a segunda que incorporou o Morgado de Fafe na peça. Maria João Cunha, numa análise exaustiva e rica em conteúdo literário, a todo o processo criativo, deixa uma mensagem aos presentes como reflexão: «’O Regresso do Morgado a Fafe’ é muito mais do que uma peça de teatro ou um livro. É a prova de que a literatura não pertence apenas ao passado, nem aos manuais escolares. Camilo continua atual porque os temas que abordou, a hipocrisia social, a corrupção política, a obsessão com aparências, permanecem presentes na sociedade contemporânea. Este projeto vive em nós, somos nós os seus guardiões e reinventares. Cabe às novas gerações cultivá-la e transformá-la.» Adriana Teixeira focou a sua intervenção na análise da sua personagem na peça, o Morgado de Fafe, mas que agora está em Fafe e é um verdadeiro anfitrião, ainda que nunca abandone o seu lado tosco, que tanto o caracteriza na obra camiliana, mas sabe receber como ninguém, o que fará as delícias dos seus convidados e deixa caída de amores Leucádia, a filha do Barão e da Baronesa.



A terceira parte do evento iniciou com a leitura de um conto presente na obra, da autoria do aluno Filipe Teixeira, seguindo-se o elogio a todo este processo construtivo, por parte do Professor Carlos Afonso, onde destaca o papel da Escola, nomeadamente a aposta da própria Direção em apoiar os eventos culturais e artísticos que permitem aos jovens investigar, experimentar, representar e sonhar com novos mundos e criar novos horizontes. Natália Correia, Diretora do Agrupamento de Escolas de Fafe, enalteceu a parceria com o CLUB ALFA e mostrou o seu contentamento em ver este e outros projetos que permitem precisamente aumentar o conhecimento e percurso dos jovens alunos, mostrando que está sempre disponível para apoiar tudo o que possa engrandecer a formação científica e humana dos alunos que representa, deixando também uma palavra de apreço aos mentores e seus colegas, Carlos Afonso e Pedro Sousa, pela forma como envolvem os alunos, porque a Escola tem mais funções do que apenas as aprendizagens na sala de aula. O encerramento da sessão coube à Dra. Sara Henriques, em representação da Vereadora da Cultura, tendo mostrado o seu contentamento em participar num evento de grandeza cultural que envolve os jovens alunos e que representa um crescimento literário na produção artística em Fafe.

PCP Fafe: Sítio arqueológico de Santo Ovídio

 


Em 2023 foi feita uma grande movimentação de terras junto à Capela de Santo Ovídio, na freguesia de Fafe. Nessa altura o PCP fez diversas questões à Câmara Municipal, sublinhando a gravidade dessa obra num local classificado de Imóvel de Interesse Público para além de ser um sítio arqueológico pela presença de um povoado castrejo de há cerca de dois mil anos. Alertámos ainda para a questão ambiental da deposição de resíduos não tratados no local.

 De entre todas as respostas e meias respostas, algumas perguntas nunca foram respondidas por parte da Câmara. Nem quando questionado por escrito nem quando questionado nas reuniões da Assembleia Municipal, a Câmara não respondeu às seguintes questões:

- Em que data foram embargadas as referidas obras e em que ponto está esse processo?

- Foi levantado algum processo de contraordenação?

- Foi paga alguma coima?

- Prevê-se a remoção dos detritos ali depositados?

- Que outras medidas estão previstas para reparar os eventuais danos resultantes no sítio arqueológico?

 Pode haver quem conclua que não se sabe em que data foram embargadas as obras, que não foi levantado um processo de contraordenação, que ninguém pagou nenhuma coima, que não se prevê a remoção dos detritos depositados e que não se preveem medidas reparativas.

Da nossa parte, estão tiradas as conclusões sobre a forma como este valioso património tem vindo a ser desvalorizado. 

 

Comissão Concelhia de Fafe do PCP

16-2-2026