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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Alunos da Escola Secundária de Fafe lançam obra literária (Re)leituras da Obra Camiliana

 


A obra (Re)leituras da Obra Camiliana foi apresentada publicamente, no passado sábado, na Biblioteca Municipal de Fafe. Este projeto, construído com uma uma peça de teatro, textos de análise da obra e dos personagens e produção criativa a partir da leitura de diferentes obras camilianas, foi coordenado pelos Professores Pedro Sousa e Carlos Afonso.

A sessão abriu com a participação musical de Ana Rita Lopes e Érica Ribeiro Mota, alunas de Literatura Portuguesa, mas também do ensino artístico, o que permitiu criar um ambiente delicodoce numa tarde fria e chuvosa. Beatriz Costa, em representação do CLUB ALFA, saudando os presentes, autêntica ‘o privilégio estarmos aqui reunidos, num espaço onde o esforço dos alunos se transforma em arte, reflexão e partilha.’ E acrescenta que ‘num tempo em que tudo parece fugaz, a literatura continua a ser um território fértil, onde as ideias florescem e as ideias se encontram. Nestes projetos, a sala de aula alarga-se: deixa de ter quatro paredes para passar a ter horizontes. Os alunos descobrem-se criadores de sentidos, de mundos possíveis, de visões que interrogam o presente e iluminam o futuro.’



Nas palavras do Professor Pedro Sousa, foi possível perceber a dinâmica do projeto, o seu enquadramento nas Comemorações dos 200 anos do nascimento de Camilo Castelo Branco, onde a escola se envolveu na comunidade civil e construiu uma peça inspirada em Camilo Castelo Branco e na sua obra O Morgado de Fafe em Lisboa, sendo que desta vez foi o Morgado a convidar os lisboetas a visitar Fafe, tendo como marca preponderante recebê-los com pompa e circunstância, uma característica tão genuinamente minhota. Após o sucesso da peça, era importante registar e engrandecer o momento com o juntar dos textos e surge a parceria com o CLUB ALFA que agarra a ideia e a integra no seu projeto pedagógico na rúbrica ‘publicações alfa’. Nesta parceria, nasce a obra completamente construída com o trabalho dos alunos de literatura portuguesa e a colaboração de duas alunas de artes, orientadas pelo professor Óscar, que desenharam a capa, Gabriela Ribeiro, e a contracapa, Sofia Ferreira.

A análise concretamente da obra ficou ao encargo das alunas Maria João Cunha e Adriana Teixeira, a primeira que representara o próprio Camilo e a Baronesa e a segunda que incorporou o Morgado de Fafe na peça. Maria João Cunha, numa análise exaustiva e rica em conteúdo literário, a todo o processo criativo, deixa uma mensagem aos presentes como reflexão: «’O Regresso do Morgado a Fafe’ é muito mais do que uma peça de teatro ou um livro. É a prova de que a literatura não pertence apenas ao passado, nem aos manuais escolares. Camilo continua atual porque os temas que abordou, a hipocrisia social, a corrupção política, a obsessão com aparências, permanecem presentes na sociedade contemporânea. Este projeto vive em nós, somos nós os seus guardiões e reinventares. Cabe às novas gerações cultivá-la e transformá-la.» Adriana Teixeira focou a sua intervenção na análise da sua personagem na peça, o Morgado de Fafe, mas que agora está em Fafe e é um verdadeiro anfitrião, ainda que nunca abandone o seu lado tosco, que tanto o caracteriza na obra camiliana, mas sabe receber como ninguém, o que fará as delícias dos seus convidados e deixa caída de amores Leucádia, a filha do Barão e da Baronesa.



A terceira parte do evento iniciou com a leitura de um conto presente na obra, da autoria do aluno Filipe Teixeira, seguindo-se o elogio a todo este processo construtivo, por parte do Professor Carlos Afonso, onde destaca o papel da Escola, nomeadamente a aposta da própria Direção em apoiar os eventos culturais e artísticos que permitem aos jovens investigar, experimentar, representar e sonhar com novos mundos e criar novos horizontes. Natália Correia, Diretora do Agrupamento de Escolas de Fafe, enalteceu a parceria com o CLUB ALFA e mostrou o seu contentamento em ver este e outros projetos que permitem precisamente aumentar o conhecimento e percurso dos jovens alunos, mostrando que está sempre disponível para apoiar tudo o que possa engrandecer a formação científica e humana dos alunos que representa, deixando também uma palavra de apreço aos mentores e seus colegas, Carlos Afonso e Pedro Sousa, pela forma como envolvem os alunos, porque a Escola tem mais funções do que apenas as aprendizagens na sala de aula. O encerramento da sessão coube à Dra. Sara Henriques, em representação da Vereadora da Cultura, tendo mostrado o seu contentamento em participar num evento de grandeza cultural que envolve os jovens alunos e que representa um crescimento literário na produção artística em Fafe.

segunda-feira, 28 de junho de 2021

Escola Secundária de Fafe vence concurso de educação financeira



 A turma 11º L da Escola Secundária de Fafe foi a vencedora do Ensino Secundário no Concurso Final do projeto “No Poupar Está o Ganho”.

 

28 de junho de 2021 – Foi através de um vídeo de animação que a turma 11º L da Escola Secundária de Fafe explicou alguns conceitos fundamentais de educação financeira, como o rendimento, a despesa ou a poupança. O trabalho “Um pouco de Economia” valeu-lhes o 1º lugar do Ensino Secundário no Concurso Final da iniciativa “No Poupar Está o Ganho”.

 

Há 11 anos que o “No Poupar Está o Ganho” tem como objetivo promover a literacia financeira em temas como a poupança, a gestão e importância do dinheiro e o consumo responsável. O projeto, que já chegou a 40 mil crianças de 40 municípios, decorre ao longo de cada ano letivo e culmina num Concurso Final anual que este ano contou com a participação de turmas de vários municípios da região norte.

 

Todos os projetos. foram avaliados por um júri, que selecionou 14 turmas vencedoras por nível de ensino, premiando assim o trabalho de cerca de 300 alunos dos distritos de Braga (6 escolas), Porto (6), Viana do Castelo (1) e Vila Real (1).

 

“Tivemos a concurso 68 trabalhos muito diversificados e criativos que nos mostraram que, a par da educação financeira, que é obrigatória nos currículos escolares, este projeto desenvolve um grande sentido de comunidade entre alunos, professores e ainda autarquias e outros parceiros que se envolvem nesta missão de formar cidadãos ativos, informados e conscientes dos seus comportamentos financeiros. Estamos certos de que o impacto do projeto na formação destas crianças e jovens leva também a mudanças positivas junto das suas famílias”, adianta Maria Amélia Cupertino de Miranda, Presidente da Fundação Dr. António Cupertino de Miranda.

 

A partir de setembro, o “No Poupar Está o Ganho”, desenvolvido pela Fundação Dr. António Cupertino de Miranda, abre novamente inscrições, disponíveis para todos os professores que queiram promover a literacia financeira dos seus estudantes. São fornecidos todos os recursos necessários para que o projeto seja implementado nas escolas, desde a formação dos docentes e planos de aula, aos exercícios, jogos e desafios para os alunos, que podem ainda fazer uma visita online ao Museu do Papel Moeda.

 

Os professores que pretendam manifestar interesse em inscrever as suas turmas no projeto “No Poupar Está o Ganho”, podem desde já preencher o seguinte formuláriohttps://forms.gle/7xCwSiX5cFKSrFwg6

Para ver ou rever a cerimónia de entrega de prémios 2020/2021, aceder a: https://youtu.be/n_JBi7odAv4

Para mais informações sobre o projeto: https://nopouparestaoganho.pt/

quarta-feira, 10 de março de 2021

É urgente regressar às escolas!


Pedro Sousa
Se há dois meses dizia que era fundamental que as Escolas passassem para o Ensino@Distância, com a mesma convicção digo que está na hora de voltar.

É certo que já todos esperamos que isso comece na próxima semana, mas será importante que não demore muito tempo a colocar as Escolas a funcionarem em pleno.

E porquê?

O nível de saturação começa a sentir-se. Há mais faltas. Há menos produtividade. Os trabalhos ou não chegam ou chegam muito depois dos prazos.

O que é preciso garantir para que tudo corra bem?

- Testagem semanal ou quinzenal.

- Manter as regras já antes aplicadas nas escolas (Devemos realçar o excelente trabalho dos assistentes educativos que têm feito um trabalho de excelência na desinfeção e preparação das salas).

E, manter tudo, até que a vacinação seja uma realidade em todo o país (dentro e fora das Escolas).

terça-feira, 9 de março de 2021

O MULHERIO

Na ressaca da celebração do dia da mulher e com o aproximar das eleições volta sempre a velha questão do envolvimento das senhoras na vida política. As autárquicas são muitas vezes a porta de entrada para um universo que só teria a ganhar com a aposta no feminino, mas esta porta não tem depois uma continuidade, faltando a escada de crescimento na carreira política.

Sendo Portugal, um dos países da europa com a maior taxa de mulheres trabalhadoras desde os anos 60, não se entende que esta proatividade, dinamismo e presença não se reflitam nas opções políticas. A introdução das quotas mais parece uma medida de estimulação idêntica às do desemprego, imposta por necessidade e como uma forma de resolver o assunto em termos estatísticos, sem grande perspetiva estratégica do que possa ser o futuro. Se não vejamos…. começamos por eleger maioritariamente meninas para delegadas de turma, mas são os rapazes que vão para a presidência da associação de estudantes. As professoras estão em maioria nas escolas, mas são os homens que ocupam os cargos de direção, as mulheres proliferam no desporto como atletas e treinadoras, mas poucas chegam à direção dos clubes. As senhoras estão ativamente nas empresas, nas indústrias, nos serviços, mas continuam a estar em minoria nas direções sindicais. Por outro lado, quem é maioritariamente o encarregado de educação? Quem vai às consultas com os filhos e dependentes, quem presta apoio na velhice? Quem nos atende nos hospitais? Quem nos recebe nos supermercados?

O que é que desmotiva as mulheres a querem mais, a serem mais ambiciosas, a estarem mais presente na gestão, na direção e também na vida política? A verdadeira igualdade de oportunidades é uma questão muito mais cultural do que legal e é por isso, que o empoderamento feminino deve ser estimulado bem cedo. Vamos incutir nas meninas a importância da liderança, vamos mostrar às adolescentes como é revigorante ser participativa, vamos permitir às mulheres serem continuamente interventivas e assim reconhecer, quem abre ao mundo o caminho da vida. Tivemos uma padeira de Aljubarrota a mostrar como se traça o caminho da vitória e enfermeiras a lançarem-se de paraquedas nos anos 60 e ainda temos de andar a fazer contas para deixar as mulheres liderar, como se fosse um free pass com data de validade até darem provas de merecimento. São mais de 40 décadas de democracia! Ramalho Eanes em 1979 indigitou Maria de Lurdes Pintasilgo e depois? Durão Barroso foi o primeiro a nomear para pastas de alta relevância, como as finanças e os negócios estrangeiros e depois? Passos Coelho indigitou mulheres para cargos tradicionalmente masculinos como a defesa, administração interna, agricultura, finanças e justiça e depois? Hoje em dia, apenas 1/3 do parlamento tem presença feminina e em 308 presidências de câmara apenas 32 são de mulheres. Isto representa um recuo civilizacional que legitima a ausência de participação das mulheres na política e contradiz a natureza que nos deu mais resistência à dor, maior resiliência para ultrapassar obstáculos, uma inteligência prática e sensibilidade para humanizar a política e o mundo. Precisamos das mulheres, na liderança, na tomada de decisões, no reforço de um regime democrático paritário, justo e inclusivo, para uma agenda pública na perspetiva feminina. A melhor forma de começar tudo isto? Por nós… mulheres! Se não somos nós a valorizar o feminino, como queremos que os outros o façam? Miguel Esteves Cardoso dizia que a mulher portuguesa é melhor que o homem, não por ser mulher, mas por ser mais portuguesa. Está na hora de assumirmos perante a nossa nobre nação, esta nobre missão de ser mulher e nela, elevar a vida pública, empresarial, desportiva, social e política.  

Clara Paredes Castro

(republicado a partir de um original de outubro de 2017, in Notícias de Fafe... e ainda incrivelmente atual)











Foto: Reprodução/Instituto Francês - If Cinéma

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

O Mundo está a mudar e a Educação também!

 

Vivemos, já há algum tempo, num processo de mudança no mundo, nos mais diversos aspetos que o integram. Mas nunca antes sentido de forma tão premente e veloz como nos dias de hoje.  O surgimento da pandemia veio acelerar e acentuar esta transição e o mundo jamais poderá ser o mesmo.

Quer seja a nível económico, social, cultural, tecnológico ou emocional, atravessamos um momento de profundas e rápidas transformações, impulsionando a verdadeira transformação coletiva. Não podemos, hoje, pensar como antes baseando as nossas ações num futuro planeado e rotineiro, a perceção de um futuro incerto anunciado pela situação pandémica trouxe ao mundo, a certeza de que, competências como a criatividade, comunicação, colaboração, resolução de problemas, resiliência e adaptabilidade se mostram fundamentais para a sociedade do presente.

Sendo a educação um pilar essencial na construção de uma sociedade mais próspera e mais justa, mais aberta e mais responsável, a mudança convida e abraça este setor.

Há alguns anos que esta mudança se anuncia e vai ganhando o seu espaço, mas ao longo do seu percurso tem -se deparado com inúmeros entraves marcados por resistências enraizadas, por horizontes delimitados, mentalidades e atitudes agarradas a velhos hábitos e padrões. Enfrentar isto exige que a mudança comece em cada um de nós, que necessitamos de desaprender o passado para dar lugar ao presente e ao novo, precisamos de não temer a mudança e encará-la como uma ameaça, precisamos de abandonar práticas superadas, que já não se coadunam com a era atual.

A pandemia forçou instituições educacionais em todo o mundo a utilizar, repentinamente, ferramentas tecnológicas disponíveis há muito tempo, para criar conteúdo e experiências de aprendizagem remota para os alunos. Educadores e Professores de todas as áreas experimentam novas possibilidades de ensinar, e isso é um grande avanço para um dos setores mais resistentes a mudanças e à adoção de novas tecnologias e diferenciados métodos.

Por outro lado, competências como a criatividade, comunicação, colaboração, resolução de problemas, resiliência e adaptabilidade emergiram como fundamentais para a sociedade do presente.

É preciso investir em educação, indistintamente, em todas as suas esferas, mudando práticas, e encontrando as metodologias adequadas que instiguem o desenvolvimento da autonomia e do senso crítico, e aprimorem habilidades e competências.

É necessário ampliar as possibilidades de novas experiências de aprendizagem combinando, de forma harmoniosa, a criatividade, a empatia e a tecnologia.

A escola atual precisa, definitivamente, de olhar para o aluno como o centro da aprendizagem e criar condições para que, a natureza de cada criança, possa ser vivida de forma integral.

O esforço para dar respostas decisivamente eficazes a esta reinvenção tem que ser um desígnio de cada um de nós. Todos fazemos parte da mudança e a mudança começa em cada um de nós, porque o isolamento social vai passar, mas não podemos desperdiçar a oportunidade de mudar a educação para sempre.

Acredito que a vivência deste desafio irá impelir o ser humano a um novo patamar de consciência. Para tanto, precisamos aceder à nossa essência e expandir cada vez mais os nossos princípios humanos, o nosso potencial criativo, a nossa capacidade de criar conexões autênticas com empatia e compaixão, integrando as inteligências racional, emocional, corporal e intuitiva às tecnologias digitais para, assim, colaborarmos verdadeiramente num sentido coletivo.

Vera Soares

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

Alunos sem computadores? Alguém falhou redondamente! Os Professores lá terão de resolver o problema... como sempre!

 


Não me estou a queixar! Eu fiz o meu trabalho no início do ano letivo.

O Plano de Ensino à Distância foi das primeiras coisas a fazer e, no meu caso, teve de ser a dobrar porque tenho duas direções de turma.

Mas sim, o Governo tinha prometido um P^LANO TECNOLÓGICO e não cumpriu!

Já há algum tempo que as escolas estão a distribuir computadores, a alunos com Escalão A ou B. 

E os outros?

Há alunos que não têm escalão, emas não significa que tenham possibilidades para investir em computadores e internet. Muito menos numa fase como a que estamos a assistir.

Como Professor, não quero fazer parte do problema e importa arranjar solução.

MAS IMPORTA MOSTRAR QUE SE HÁ ALGUÉM QUE ESTÁ A FALHAR NÃO SÃO AS ESCOLAS!

Claro que irei seguir as normas do Ministério, mas é importante que o Ministério da Educação perceba que não fez o seu trabalho, por isso teremos de ser nós, OS PROFESSORES, a RESOLVER OS PROBLEMAS DOS ALUNOS. Como sempre...

E como vamos fazer? 

Ainda não sei, mas já adivinho:

Quem tem computador, faz os trabalhos no computador;

Quem não tem, usa o caderno, tira foto dos exercícios e envia ao professor.

No meu caso até dá, mas nas aulas de Informática?

Vamos lá fazer pelo melhor dos alunos!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

LIVRO LIVRE

Numa época em que estamos em casa e com mais tempo livre, lamento que não se implemente nada a nível cultural, como por exemplo, um incentivo à leitura. A biblioteca municipal está fechada, mas quando se fecha uma porta deve pensar-se em abrir uma janela e esta é uma oportunidade única para se implementar na biblioteca, a entrega ao domicílio. Quando em maio do ano passado foram um exemplo na adoção e implementação das alterações na utilização dos equipamentos e serviços das bibliotecas, em período COVID-19, deveriam desde logo, ponderar a preparação para as vagas seguintes da pandemia. 

O catálogo está disponível, já é possível fazer requisições por telefone e por e-mail... era só torná-la "itinerante". Estabelecer um dia para entregas, fazer um circuito de distribuição obedecendo a normas de segurança, usar invólucros possíveis de descartar. O leitor poderia aceder ao catálogo online a partir de casa, escolher o que pretendia requisitar, enviar um correio eletrónico com as referências e agendar a entrega. Podia estabelecer-se o limite máximo de livros, os dias de recolha, as regras e cuidados nas entregas. Há vários exemplos por esse país fora: Maia, Póvoa de Varzim, Alcácer do Sal, Santo Triso, Lousa, Mealhada, Felgueiras… Não é assim tão difícil! Porque não usar-se a Polícia Municipal para ajudar nas entregas, criar uma rede de voluntários ou, melhor ainda, apoiar ao mesmo tempo os taxistas de Fafe e pagar-lhes este serviço. Um duplo incentivo, cultural e económico! 

Mais! Porque não convidar as boas gentes do teatro local, artistas, poetas e escritores a declamarem poesia, a dizerem textos em pequenos vídeos, a gravarem reflexões sobre leituras interessantes para várias idades e colocá-las nas redes sociais do município ou disponibilizarem-nas através dos e-mailes institucionais dos alunos, em articulação com os agrupamentos.

Mais ainda... nesta altura que toda a gente faz arrumações nas gavetas e estantes lá de casa, porque não fazer um espaço de doações, onde a mesma equipa que entrega as encomendas, também recolhe livros usados. A Biblioteca Municipal criaria um espaço, junto com as equipas de ação social, onde se fizesse a seleção do que se podia oferecer a famílias, a associações culturais, bairros, juntas de freguesia, etc. Cultura, solidariedade, educação, consciência ambiental, flexibilidade, partilha! Tão bom falar de cultura em movimento... tão simples falar de liberdade em confinamento. Basta tornar o livro livre, soltá-lo das estantes, desviarem-nos os olhos dos ecrãs, fazerem-no chegar até nós, onde estamos agora, ou pelo menos onde devemos estar... em casa mas com um bom livro por companhia.

 Clara Paredes Castro





quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Milhões de mortes por causa de um grupo de otários seguir as ideias de um idiota!

 


Formar um partido! Iludir os militantes!

O sucesso de grupos ou partidos radicais está nas formas mais básicas da comunicação e recrutamento de recursos humanos. Um partido populista só sobrevive se os seus seguidores não pensarem. Uma espécie de acefalismo crónico.

Regra 1 – PROSPEÇÃO - Escolher meia dúzia de problemas que possam ser facilmente contestados pela população em geral;

Regra 2 – TAREFA - Reunir um grupo que pense a estrutura e dar-lhes a missão de recrutar seguidores (DAR-LHES UTILIDADE);

Regra 3 – SUPREMACIA – O líder é uma espécie de divindade, que sabe tudo, e tudo o que diz é verdade (mesmo não sendo);

Regra 4 – DIVIDIR PARA REINAR – Cada membro terá a missão de defender a causa com ‘unhas e dentes’, atacando, intervindo, em grupos ou comentários que falem da organização. Mesmo que seja contra familiares e amigos;

Regra 5 – MANIPULAR – Apresentar-se sempre com uma palavra de conforto/confronto.

Regra 6 – OBEDIÊNCIA CEGA – O membro faz tudo segundo as ordens do seu líder.

 

No dia de hoje, escolhi aquele que considero o filme que mais me marcou. “A Vida é Bela”. Retrata uma família. Mais uma. Como tantas outras que foram separadas por um motivo tão terrível como a supremacia racial. Como se isto fosse possível. Homens que mataram outros Homens, Mulheres e Crianças.

Mas quem deixou que isto acontecesse?

Precisamente outros homens como nós. Que viram num indivíduo a capacidade de mudar o rumo das coisas. Deram-lhe poder. O poder foi dividido entre os seus seguidores e levaram à perseguição de quem não pensasse, agisse ou tivesse a sua raça.

Quem votou queria uma vida melhor. Certamente porque os exemplos que tinham não eram bons. Mas escolheram porque o seu grau de instrução também não abundava.

O que podemos fazer para que isto não volte a acontecer?

Educar. Instruir as pessoas para que tenham sentido crítico e possam questionar o que lhes querem oferecer!

A base da sociedade ESTÁ na EDUCAÇÃO!

quarta-feira, 7 de outubro de 2020

Às vezes tenho ideias parvas, mas que bem podem ser uma forma de valorizar a aprender com o conhecimento dos mais velhos!


Foto com DR

 "Espaço do Saber - clube sénior" é totalmente dedicado ao público sénior. Depois de uma vida a adquirir sabedoria e conhecimento, importa fazer com que essa mesma experiência de vida seja partilhada e, se possível, completada com muitas outras novas atividades. 

Neste espaço, uma vez por semana, os membros do clube poderão partilhar e adquirir novos conhecimentos, não só para que possam valorizar-se culturalmente mas também poderão utilizar os trabalhos desenvolvidos e colocá-los à venda em momentos proporcionados na comunidade (Feira das coisas).

 Encontro da Memória

Um grupo de pessoas da mesma localidade (freguesia) reúne-se uma vez por semana e, acompanhados por Especialistas qualificados (se possível), registam em material visual e audiovisual as memórias de outrora, que serão posteriormente tratadas e editadas em suporte digital ou em livro. Estes 'Encontros da Memória' serão utilizados para dinamizar atividades recreativas na comunidade (Teatro, Música, Dança, Desfiles) e reavivar tradições.

 Visitas temáticas

'O conhecimento ao alcance de todos' é o lema deste projeto das "Visitas temáticas". Através de visitas devidamente planeadas, serão proporcionados momentos culturais e recreativos aos participantes de forma a que contribuam para o seu enriquecimento pessoal. Museus, Monumentos, Universidades, Praias... Cidades com seus usos e costumes, sua gastronomia e festividades.

 Festas temáticas

- Dia dos Namorados

- Desfiles (Carnaval, Cortejos Alegóricos...)

- Dia da Mulher

- Festa dos Santos Populares

- Dia do Teatro

 

Escola de Artes e Ofícios

(os membros do clube transmitem os seus conhecimentos e/ou participam em workshops)

- Pastelaria

- Artesanato

- Pintura

- Desenho

- Teatro

- Música

- Dança

terça-feira, 6 de outubro de 2020

DE ESCOLA PRIMÁRIA... A EDIFÍCIO SECUNDÁRIO

A propósito de um artigo, que falava do bom aproveitamento de antigos edifícios do ensino primário por esse país fora, olhei para a realidade de Fafe e percebi que estamos com a lição mal estudada. Das muitas escolas do concelho que foram encerradas, poucas foram aproveitadas para estar ao serviço da comunidade, da cultura, da economia ou do turismo. Edifícios fantásticos, carregados de história que podiam ser veículos de informação importante sobre as vivências e tradições, servir o turismo local ou alojar associações e instituições que trabalham em prol da cultura e da sociedade.

Estrategicamente não se vê nenhum caminho traçado a régua e esquadro que nos faça perceber como este património está a ser ponderado e isso parece-me um erro de palmatória. Há exceções… e boas! A Escola Deolinda Leite, em Silvares S. Martinho que foi transformada num Museu da Educação, com o objetivo de constituir uma memória da evolução do ensino em Fafe sobretudo ao longo dos séculos XIX e XX. Desconheço o número de visitantes e se os fafenses têm conhecimento deste local que devia, aliás, ser objeto de visitas dos alunos do concelho. Em Golães, o “Centro de Etnotecnologia e Design” dedicado ao artesanato de palha e em Aboim, o Centro Interpretativo - Aldeia Pedagógica da Montanha e do Centeio, instalado na antiga escola primária. Todos eles a precisarem de um toque de campainha que faça entrar gente!

Ainda que estes exemplos sejam inspiradores, muitos outros edifícios estão fechados à espera das novas oportunidades, fazendo-nos questionar sobre o que é que aprendemos com todo este percurso. É mais prático investir dinheiro público e depois ter os espaços recuperados e com pouca utilização? É melhor dar à sociedade civil a capacidade de os explorar e gerar valor? É distribuir pelas necessidades reais do concelho, para instituições que precisam de uma sede, bandas a precisar de um espaço ou coletividades que apenas precisam de um teto para crescer? Seja o que for é preciso que se saiba qual a estratégia, como se quer atuar e se há justiça na forma como esta distribuição é feita, sob pena de parecer que estamos no recreio em pleno jogo do galo, onde uns edifícios levam o círculo e outros ficam com a cruz.   

Clara Paredes Castro




Fotos retiradas do sítio da Câmara Municipal de Fafe




quarta-feira, 12 de agosto de 2020

A Comunidade de Aprendizagem em Fafe pede ajuda à comunidade para angariar recursos

O Espaço Sete Pétalas criou Crowdfunding e espera por doações

Uma nova proposta de educação tem vindo a ganhar força em Fafe, no Norte de Portugal. Criada há cerca de um ano, a Comunidade de Aprendizagem 7 Pétalas prepara-se para o começo do próximo ano letivo. Para manter os projetos e a qualidade de ensino, a instituição que ainda não possui apoio público, necessita de suporte privado para manter a sua saúde financeira. A forma utilizada para divulgar a comunidade e também contar com apoio financeiro foi o lançamento de uma campanha virtual de doação. A primeira meta desta campanha é angariar 21 mil euros até 21 de Setembro.

Assim como as demais comunidades de aprendizagem, o Espaço 7 Pétalas faz parte de um movimento de uma nova proposta de educação focada no desenvolvimento sócio afetivo, cognoscitivo e psicolinguístico através de atividades de ensino. As famílias são parte essencial neste processo, visto que pais e responsáveis são convidados a literalmente trabalhar pela manutenção e continuidade da comunidade escolar. Da cozinha ao planeamento das aulas com acompanhamento de educadores capacitados, das obras estruturais às visitas de estudos, os pais dizem presente no crescimento e amadurecimento dos filhos.

 

A Comunidade 7 Pétalas conta com o apoio do Agrupamento de Escolas de Montelongo, que avalia a cada novo ciclo a qualidade do estudo e certifica a preparação dos estudantes para seguirem a caminhada escolar após a saída do Terceiro Ciclo. A 7 Pétalas tem como objetivo ser uma amostra viva de como operacionalizar uma mudança efetiva no modelo de aprendizagem e nas relações entre a comunidade, que começa por redefinir o conceito de escola. O Espaço das 7 Pétalas é um local comunitário, democrático, de autoconhecimento, partilha, acolhimento das idiossincrasias e potencializador de talentos.

Para ajudar na Campanha:

Através de uma página na internet, a Comunidade de Aprendizagem 7 Pétalas apresenta um pouco da sua filosofia, e conta com o depoimento de pessoas envolvidas e que beneficiam deste projeto.  O valor da doação é aberto pois a comunidade acredita que toda e qualquer contribuição fará a diferença. O link é https://gf.me/u/yiff28.

Sobre a Comunidade de Aprendizagem 7 Pétalas          

Somos uma comunidade de famílias unidas pelo mesmo desejo: colocar em prática uma maneira de educarmos as nossas crianças. Uma educação que seja viva, livre e democrática, que aconteça a partir da potência de cada ser, um caminho sempre único e incomparável. Definimo-nos como uma comunidade de aprendizagem, aprendemos juntos, adultos e crianças, de forma integral, amorosa, com respeito por todos os seres e os seus ecossistemas. Uma escola que não é escola, que procura aprender em comunidade e na comunidade, que não prepara para a vida, é a própria vida.

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Comida lançada ao lixo?

Não era este assunto que pensava trazer para a minha colaboração neste blogue. Nem me vou alongar no assunto, mas acho que merece uma reflexão profunda toda esta sociedade. A comida desperdiça quando há gente com fome. Os idosos que morrem quando há mais calor ou frio. As crianças tantas vezes à mercê de abutres. A violência doméstica qie continua a ser um flagelo.
Não estará na altura de revermos os programas e projetos de intervenção social?

Neste momento só me lembro o que me ensinaram os meus pais e meus avós quando caia um bocadinho do pão ao chão: pega-se no pão, limpa-se e dá-se um beijinho.

Não se brinca com a comida!

Pedro Sousa 

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Arquiteto Gil Soares é o novo sócio honorário do CLUB ALFA


O CLUB ALFA, na última assembleia geral, atribuiu o título de sócio honorário ao Arquiteto Gil Soares. Aprovado por unanimidade, a atribuição da mais alta distinção da Associação deve-se ao facto de Gil Soares colaborar de forma totalmente voluntária na construção do projeto arquitetónico da Academia.
Avançada a primeira fase do projeto, tendo sido o Vereador Parcídio Summavielle um facilitador exímio no desbloqueio das burocracias, com a aprovação do projeto pelo IPDJ e implementação do Parque Aventura, o CLUB ALFA prepara-se para a candidatura de uma segunda fase que lhe permita construir infraestruturas de apoio às suas atividades.
A criação da “ACADEMIA DO CLUB ALFA”, uma estrutura pedagógica com o objetivo de alargar as suas valências e com isso contribuir para uma educação (informal) saudável junto da comunidade juvenil, pretende colocar ao serviço da população, principalmente da mais jovem, um espaço de lazer e aventura que contribua para um crescimento saudável em contacto com a natureza. Para além de projetos destinados aos mais jovens, alguns dos quais já habituais, o CLUB ALFA tem como objetivo disponibilizar o espaço para que ‘os pais possam brincar com os seus filhos’ e também proporcionar às escolas o desenvolvimento de atividades, sobretudo no que concerne aos projetos de flexibilidade.


Projeto - Estudo prévio