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sexta-feira, 20 de janeiro de 2023

domingo, 23 de maio de 2021

FAFE UP - IVAucher avança no dia 1 de junho




Quem pedir fatura, a partir de 1 de junho, com número de contribuinte na restauração, alojamento e cultura durante um trimestre, poderá gastar no trimestre seguinte o valor do IVA em causa nos mesmos sectores.

O IVAucher é uma tentativa do Governo Português de apoiar os setores mais afetados pela pandemia, nomeadamente o Turismo, que soma elevados prejuízos.

O que é o IVAucher?

É um mecanismo temporário que permite aos portugueses acumular o valor do IVA de uma despesa e descontar esse mesmo montante numa compra posterior.

Em que setores se vai poder acumular o IVA?

A medida é direcionada exclusivamente para o setor do turismo e abrange apenas três tipos de empresas: restaurantes, alojamentos (hotéis, alojamento local, etc.) e espaços de cultura (cinemas, teatros, etc.).

Que valor do IVA vai ser acumulado e descontado?

O valor a acumular e descontar será a totalidade do IVA. Ou seja, se uma fatura de 50 euros de algum restaurante, hotel ou alojamento local ou até mesmo num espetáculo tiver um IVA de 11,5 euros, serão estes 11,5 euros a ser acumulados e descontados numa próxima despesa. Importa referir que o valor do IVA a descontar é aquele que consta nas faturas que serão comunicadas à Autoridade Tributária.

Como vai ser descontado o IVA?

Da maneira mais simples: através de um desconto imediato. Ou seja, tendo o consumidor acumulado esses 11,5 euros, poderá descontá-los diretamente numa ida a outra restaurante, numa estadia num hotel ou até numa ida ao teatro.

Quanto tempo vai durar esta possibilidade?

No início do ano, o Governo referiu que os consumidores teriam um trimestre para acumular o valor do IVA e poderiam descontá-lo durante o trimestre seguinte. No entanto, o ministro da Economia remeteu esclarecimentos futuros para o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais.

Os contribuintes são obrigados a aderir?

Não. Os contribuintes podem decidir se aderem, ou não, a este mecanismo.








Fonte: ECO Jornal

domingo, 7 de fevereiro de 2021

“UM OUTRO OLHAR” – VICTOR E PAULO, DOIS AMIGOS QUE APOSTARAM NA COZINHA TRADICIONAL PORTUGUESA


 
Bom dia victor e paulo, desde já, agradeço–vos por terem disponibilidade em participar nesta entrevista.

tenho vindo a acompanhar o vosso percurso profissional, como amigo e cliente. confesso que o vosso perfil, associado a um percurso profissional em setores opostos, que se juntaram há cerca de 15 anos para criar uma empresa de sucesso no setor da restauração, sensibilizaram-me a serem os próximos a convidar para a nossa entrevista.

Gostava que cada um me partilhasse as suas origens, o seu percurso escolar e formativo. Gostavam de estudar? ou eram mais trabalhos práticos? Tem alguém na vossa família ou amigos como modelo empreendedor?

Victor: Boa tarde Filipe. Obrigado pelo convite, chamo-me Victor Ferreira tenho 45 anos, sou casado, tenho 2 filhas e sou natural da freguesia de Mesão Frio, Guimarães. Estudei na escola primaria de Paço Vieira, fiz o 6º ano no 2º ciclo da escola João de Meira, em Guimarães e vim para Fafe em Setembro de 2005.                                                                                                             
 
Paulo: Boa tarde Filipe, muito obrigado pelo convite. Chamo-me Paulo Freitas, tenho 44 anos, sou casado, tenho 2 filhos, sou natural de Ribeiros, Fafe, vim para a Cumieira com 3 anos de idade quando o meu pai comprou o negocio que agora é de família. Andei na escola P3, depois na Carlos Teixeira. Ainda fiz o 7º ano, mas depois tive de abandonar a escola. O meu pai foi operado e eu tive que o vir ajudar a trabalhar na empresa. Conclui o 9º e depois o 12º ano no programa Novas Oportunidades já depois dos 30 anos.


Como surgiu a ideia inicial de ser empreendedor?

Victor: Nunca gostei de ser mandado, nem de ter limitações.  Com 13 anos comecei a trabalhar numa unidade hoteleira em Guimarães na qual estive quase vinte anos. Tive a sorte de aprender com o melhor mestre e empreendedor de hotelaria da época de seu nome: Aurélio Alves Cunha, que por sinal era meu tio. Foi nessa unidade que conheci o Paulo entre os anos de  2000 a 2004.
Já na altura tínhamos negócios em comum na área da imobiliária, em 2005 compramos um negocio que era só para mim e para a minha esposa, mas acabei por convidar o Paulo para fazer parte desse projeto que até hoje tem sido um sucesso.
 
Paulo: Ser empreendedor estava no meu ADN. O meu pai já tinha um negocio. Mesmo trabalhando desde muito cedo; aos 6 anos já conduzia tratores; aos 14 anos, juntamente com o meu Pai passei a gerir a nossa empresa. Em 2005 o meu Pai decide retirar-se e eu e os meus irmãos ficamos a gerir a empresa. Nesse mesmo ano juntamente com o meu amigo Victor, criámos a Empresa do restaurante daí em diante já conto com 13 empresas, 5 delas são com o meu amigo Victor.


 
A empresa que dirigem os dois atualmente, foi criada em 2005, com o nome comercial"Adega Restaurante Come & Bebe". contem-me mais sobre a trajetória da vossa empresa até à data de hoje, dado que recentemente, o nome comercial passou a ser “ORA DIGA”, partilhando as suas atividades, os seus produtos e serviços.

A Empresa sempre se chamou “Adega Restaurante Victor & Paulo Lda#, foi criada em 2005 e trabalhava sobre o nome comercial “Come e Bebe”, que já existia quando adquirimos o estabelecimento.
Entretanto em 2013 a mesma pessoa que nos vendeu o negócio e no fundo a marca, decide registar a marca em seu nome. Ainda andamos a ver se conseguíamos negociar e continuar a usar o mesmo nome, mas sem conseguirmos chegar a acordo, a solução passou por registarmos outra marca e seguir em frente. Daí agora o nome comercial seja “ORA DIGA”.
 
 
Quais são as dificuldades que encontram na gestão do dia a dia da vossa empresa?

Ter uma Empresa, seja ela qual for, comporta sempre dificuldades. O dia a dia é reinventar-se, resolver problemas e ultrapassar dificuldades.
 


Quais são as maiores satisfações e desilusões que tiveram, até agora, com a vossa empresa?

Victor: A maior desilusão foi conhecer verdadeiramente uma pessoa que nos parecia tão próxima e que na verdade só nos quis derrubar. A maior satisfação foi o traçar de objetivos e conseguir ultrapassa-los.
 
 
Paulo: A maior satisfação é ver o cliente voltar, sentir que o nosso trabalho está a surtir um efeito positivo nas pessoas e ver um grupo de funcionários a trabalhar com gosto no que faz. Quanto a desilusões, poderemos falar de pessoas invejosas, sem palavra, as quais fizemos tudo por elas, que pensávamos que seriam amigos para a vida e foram os primeiros a apunhalar-nos pelas costas. Mas vira a página e segue em frente.

 


Quais são os próximos desafios para a vossa empresa?
 
Victor: Neste momento o maior desafio é não deixar afundar o barco e levá-lo a bom porto.
 
Paulo: Bem, neste momento o grande desafio é ultrapassar esta terrível pandemia. Não está a ser fácil. Embora estejamos a trabalhar em serviço de Takeaway, as receitas não chegam para as despesas, temos um grupo bastante grande de funcionários e está a ser um esforço enorme para controlar as contas. 

Durante a última paragem de Março a Maio. fizemos obras, remodelámos o nosso espaço, que a critica diz que ficou muito bonito e funcional. Para o futuro queremos continuar a prestar um serviço de excelência e continuar atualizados no que diz respeito ao setor e ao nosso negócio.
 
Como se vê cada um como pessoa? Como lidam com o fracasso e o sucesso?

Victor: Com o fracasso é difícil de responder, porque, felizmente nunca o tivemos. Já com o sucesso é muito difícil porque à mínima falha, toda a gente nos aponta o dedo.
 
Paulo: No fracasso, assimilo, corrijo e sigo em frente. No sucesso não entro em euforias, pois pode levar-me a desleixo, falta de concentração e o fracasso já está a espreita.
 
 


Conseguem conciliar cada um, no vosso dia-a-dia, a vida profissional e pessoal?

Victor: Nem sempre é possível.
 
Paulo: Não é muito fácil, primeiro porque o trabalho no restaurante acontece quando toda a gente está num momento calmo de descontração e onde nós também gostaríamos de estar. Depois porque as tarefas com as outras empresas tira-me muito tempo. Mesmo assim vamos alternando, umas vezes eu, outras vezes o Victor, mas como diz o Tony Carreira “Foi a vida que eu escolhi”. Mesmo assim consigo ter uma vida familiar estável, muito graças à minha Orlanda que muitas vezes faz de Pai e Mãe para os nossos filhos.



 
Se tivessem um conselho a dar a um jovem empreendedor perante o estado atual da Economia, qual seria?

Victor: Muito sinceramente na área da restauração ainda vai levar algum tempo a normalizar, por isso eu diria, neste momento para não arriscar em nada.
 
Paulo: Diria o mesmo que um senhor que esteve muitos anos no Brasil e fez sucesso me disse quando passei a criar empresas. “Nunca desistas, sê sério com os outros mas, essencialmente, contigo mesmo. Se prometeres que fazes, faz. Se prometeres que pagas, paga. Não te preocupes com o sucesso, pois se seguires estas regras ele aparece sem contares.”
 

Finalmente, transitando a nossa entrevista para uma parte mais pessoal, pretendia saber qual é vossa opinião, sobre a gastronomia fafense, as suas fragilidades e suas potencialidades?

Victor: Na minha opinião, Fafe tem grande potencialidade em ser um dos destinos gastronómicos mais procurados da região do Alto Minho. Temos que continuar a fazer bem e cada vez melhor. Fafe precisa de  apostar mais na qualidade e em melhores restaurantes.
  
Paulo: A gastronomia em Fafe poderia e deveria ser muito melhor. Deveríamos ter mais restaurantes de qualidade mais elevada. Quanto melhores restaurantes tivermos, mais gente teremos a visitar-nos, acaba por ser bom para toda a economia local. Quando saio ao fim de semana para almoçar fora com a família, procuro sempre um local que tenha mais que um restaurante bom. Se não tiver mesa num, certamente terei em outros. 
Pessoalmente não sou muito de frequentar restaurantes, especialmente em Fafe. Muita da minha atividade com as outras empresas é fora de Fafe e almoço algumas vezes fora do concelho. Sempre que posso, prefiro fazer as refeições em casa. A minha opinião é que se Fafe tivesse uma promoção mais forte a nível de turismo, certamente teríamos outra visibilidade em termos gastronómicos e enquanto cidade e concelho.
 
 


Finalmente, tenho as seguintes perguntas e peço, a ambos, uma palavra ou frase de resposta para cada uma delas:
Hobbies?

Victor: Colecionar automóveis clássicos e desportivos.
 
Paulo: BNI.
 

Local de Férias preferido?

Victor: Manta Rota Algarve
 
Paulo: Madeira

 
Adoras?

Victor: Família, Amigos, Automóveis
 
Paulo: Faz parte das minha tarefas, Pagar tudo a tempo e horas
 

Detestas?

Victor: Ingratidão
 
Paulo: O alerta de “saldo insuficiente” (riso..)
 

Descreva o teu dia perfeito quando não estás a trabalhar

Victor: Último domingo do mês, passeio/almoço, com amigos e família, transportados nos nossos clássicos.
 
Paulo: Convívio com família e amigos.


Qual é tua música preferida?

Victor: Não tenho musica preferida.
 
Paulo: No more I Love you`s de Annie Lennox.
 

qual foi o filme que te marcou?

Victor: A memoria que tenho, não é um filme mas uma série “ Verão azul”.
 
Paulo: TITANIC


 
Prato preferido?

Victor: Cozido à Portuguesa.
 
Paulo: Arroz de Frango.

 
sobremesa preferida?

Victor: Pudim, mas só a receita do meu Pai.
 
Paulo: Delicia de café.
 

PODES ME PARTILHAR 3 coisas que estão na tua lista de desejos?

Victor: A formação das minhas filhas, fim da pandemia e uma reforma com saúde para mim e para a minha esposa, para usufruirmos dos nossos netos, coisa que não foi possível com as nossas filhas.
 
Paulo: Curar o Mundo desta maldita pandemia, que os meus filhos sigam e façam crescer as empresas, tal como eu fiz com o meu pai e envelhecer com qualidade de vida.

 
Desporto preferido?

Victor: Desportos Motorizados
 
Paulo: F1


Qual é o teu clube?

Victor: Futebol Clube do Porto
 
Paulo:  F.C.P.
 

Se não fosses empresário, eras?

Victor: Arquiteto
 
Paulo:  Qualquer coisa que me fizesse sentir bem comigo mesmo, possivelmente camionista.
 


Se tivesses a oportunidade de mudar algo no teu percurso profissional, seria o quê?

Victor: Gestão de tempo com a Família.
 
Paulo: Certamente e depois de saber algumas coisas faria algo diferente, mas não vale a pena chorar pelo leite derramado, as más opções fazem parte do nosso percurso e só assim aprendemos. As dificuldades são o sal que tempera a vida.
 

O que representa Fafe para ti?

Victor: Fafe foi a Cidade que me acolheu, vim para cá em 2005, onde cresci como pessoa, empresário e onde fiz muitos amigos.
 
Paulo: Fafe é o meu canto, a minha cidade. Ao longo da minha vida tenho percorrido alguns lugares pelo Mundo, visto muita miséria mas também muitas coisas magnificas. No regresso vejo que um dos lugares mais bonitos do Mundo acaba por ser o Bairro da Cumieira, representa os últimos 300 metros para chegar a casa.
 

Se amanhã, fosses um eleito político local, que medidas no setor económico ou noutro implementarias?

Victor: Na área do turismo precisava de mais 2 ou 3 bons hotéis; na área do desporto precisava de mais apoio ás modalidades, para provocarmos mais visitas das pessoas de fora; por fim, em relação à hotelaria, precisávamos de criar mais eventos/fins de semana gastronómicos e não só a Feira da Vitela, que só se realiza uma vez por ano.
 
Paulo: Faria o que muitas cidades deste país, especialmente as do interior estão a fazer, criaria zonas industriais com valores de baixo custo para que as empresas se pudessem instalar e com isto desenvolver a região e criar riqueza. Fafe tem há já alguns anos excelentes vias de comunicação. Estamos ligados ao Mundo, só nos falta vontade política de alterar algumas zonas mortas, com pouco dinheiro se fazia muita coisa.
 
Qual é a tua regra de Ouro?

Victor: Profissionalismo e humildade acima de tudo.
 
Paulo: Não falhar com a palavra, palavra dada é uma escritura.




RESTAURANTE "ORA DIGA" ON-LINE:











domingo, 17 de janeiro de 2021

FAFE UP– Apoios disponíveis para micro e pequenas empresas de Fafe no setor da Indústria e do Turismo

 


Como informei no inicio do ano, tomei a iniciativa de criar uma nova rubrica on-line "FAFE UP" que disponibilizará ao ecossistema empresarial fafense, entre outras, informação sobre o financiamento de novos projetos empresariais, bem como instrumentos que incentivam a iniciativa empresarial e empreendedora e noticias de foro empresarial ou setorial com interesse.

Neste sentido, nos últimos dias, surgiram dois programas que considero interessante e importante para as Micro e Pequenas empresas de Fafe no setor da Indústria e do Turismo:


Linha de apoio à tesouraria para micro e pequenas empresas do turismo COVID-19:


O Turismo de Portugal, renova e reforça em 300 milhões de euros a Linha de Apoio à Qualificação da Oferta, um instrumento financeiro para apoio às empresas do setor do turismo. Destinada ao financiamento a médio e longo prazo de projetos turísticos que se traduzam:

- na requalificação e reposicionamento de empreendimentos, estabelecimentos e atividades, ou

- na criação de empreendimentos, estabelecimentos e atividades implementados nos territórios de baixa densidade, ou

- que incidam no domínio do empreendedorismo.


Esta linha de apoio caracteriza-se por:

- Apoio reembolsável sem juros remuneratórios associados;

- 750€ p/ posto de trabalho existente na empresa a 29 de fevereiro de 2020 (micro) ou 30 de novembro de 2020 (pequena) multiplicado pelo período de três meses;

- O apoio pode ir até ao máximo de 20.000€ para micro empresas e 30.000€ para pequenas empresas;

- 20% do apoio calculado pode ser convertido em não reembolsável, desde que, à data de 30 de setembro de 2021, e por comparação com 29 de fevereiro de 2020, no caso de microempresas, ou com 30 de novembro de 2020, no caso de pequenas empresas, a empresa não tenha feito cessar contratos de trabalho ao abrigo das modalidades de despedimento coletivo, de despedimento por extinção do posto de trabalho ou de despedimento por inadaptação, nem iniciado os respetivos procedimentos.


Para mais informações, convido a visitar a página on line do Turismo de Portugal clicando AQUI




PROGRAMA DE APOIO À PRODUÇÃO NACIONAL (BASE LOCAL) - NUT III AVE:


Estão abertas as candidaturas ao Programa de Apoio à Produção Nacional para o território da NUT III AVE, até ao próximo dia 26 de fevereiro de 2020.

Para investimentos no concelho de FAFE, o apoio máximo poderá ir até 60% a fundo perdido!

O Programa destina-se ao apoio de projetos de micro e pequenas empresas, de Fafe, entre outras da região do Ave, com o objetivo de estimular a produção nacional, pelo que terá enfoque no setor industrial e no setor do turismo, entre outros setores relevantes para estimular a produção nacional e a redução da dependência face ao exterior, primando pela agilidade de procedimentos, pela eficiência na gestão e pela eficácia nos resultados. 

São elegíveis as operações inseridas nas seguintes atividades económicas:

a) Secção B – Indústrias extrativas (CAE 05 a 09);

b) Secção C - Indústrias Transformadoras (CAE 10 a 33);

c) Secção I – Alojamento (CAE 55), Restauração e Similares (CAE 56).


Qual é a despesa elegível total?:

- até 235 mil euros no caso de operações das CAE das indústrias extrativas e transformadoras (05 a 33);

- até 100 mil euros para as restantes CAE (55 e 56).

O valor mínimo da despesa elegível total por projeto será de 20 mil euros.


Quais são as despesas elegíveis?:

a) Custos de aquisição de máquinas, equipamentos, respetiva instalação e transporte;

b) Custos de aquisição de equipamentos informáticos, incluindo o software necessário ao seu funcionamento;

c) Software standard ou desenvolvido especificamente para a atividade da empresa;

d) Custos de conceção e registo associados à criação de novas marcas ou coleções;

e) Custos iniciais associados à domiciliação de aplicações, adesão inicial a plataformas eletrónicas, subscrição inicial de aplicações em regimes de «software as a Service», criação e publicação inicial de novos conteúdos eletrónicos, bem como a inclusão ou catalogação em diretórios ou motores de busca;

f) Material circulante diretamente relacionado com o exercício da atividade, até ao limite máximo elegível de 40 mil euros;

g) Estudos, diagnósticos, auditorias, Planos de marketing, até ao limite máximo elegível de 5 mil euros;

h) Serviços tecnológicos/digitais, sistemas de qualidade e de certificação, até ao limite máximo elegível de 50 mil euros;

i) Obras de remodelação ou adaptação, para instalação de equipamentos produtivos financiados no âmbito deste projeto, até ao limite de 60% do investimento total elegível apurado, desde que contratadas a terceiros não relacionados com o adquirente beneficiário dos apoios, não sendo financiados materiais de construção adquiridos autonomamente.


Para mais informações, convido a visitar o portal da CIM AVE, clicando AQUI.








Fontes: Turismo de Portugal e CIM AVE

terça-feira, 3 de novembro de 2020

ISTO NÃO ESTÁ BOM NEM PRÁ INGRÍCULA

Vou falar do que não sei…. como se costuma dizer, não percebo muito de ingrícula. Mas sei que a minha terra é marcadamente rural, que tem esse jeito e trejeitos de ser evoluída, mas com a mão ainda no machado, o olhar no calendário das colheitas e o cheiro de quem adivinha a chuva, se as nuvens fogem para barroso. Por todas as freguesias há ainda um gosto especial de fabricar as terras, de ter produtos próprios pró caldo e ouvir o cantar dos galos pela manhã. A cidade também ela mantém muitos recantos retalhados e agora, com a pandemia, houve até quem passasse a ter pequenas hortas nas varandas dos prédios.

Isto a propósito do mercado biológico de Fafe que, sempre que acontece, me faz sentir uma lufada de ar fresco em relação ao que se pode fazer para valorizar os produtores locais que tão arduamente plantam sementes de saúde e colhem produtos de qualidade. Isto a propósito do quão pouco isto é para tudo o resto. Volto a dizer… falo do que não sei, mas ainda bem! É preciso que quem não sabe, pergunte muito, para os que pensam saber tudo, oiçam alguma coisa. Como se apoiam os agricultores desta nossa terra, como se promove a sua formação, o seu escoamento de produtos, a sua especialização? Como se incentivam os jovens agricultores, as grandes produções que, fruto dos apoios europeus, começaram a despontar concelho fora e muitas delas a precisar de enxerto para se manterem de pé? Dos pequenos, sei de muitos que são do tempo da carreira João Carlos Soares, que os trazia às quartas-feiras à feira para escoar as suas tronxudinhas, as nabiças, os ovinhos caseiros e os tomates fresquinhos e que agora, na iminência do fecho das feiras e da circulação mais limitada do povo, vão usar os produtos para alimentar os porcos, também eles a rarear cada vez mais.. assim como a “malhada” e a “marela” que tanto mugiam por esse concelho adiante, enquanto largavam seus fertilizantes naturais estrada fora…

Sei pouco sobre agricultura, mas sei que podíamos fazer muito mais! O nosso prato típico digno de festival continua sem ter a certificação da carne que lhe dá origem, uma ambição da confraria ainda não concretizada. Sei que os riscos ambientais do abandono dos terrenos agrícolas são enormes, sei que Cooperativa Agrícola de Fafe e a Cooperativa dos Produtores de Mel de Fafe tentam fazer o seu papel e com muita dificuldade. Sei que a agricultura biológica apresenta potencialidades económicas interessantes, pelo aumento da procura, mas que tem de ser enquadrada com uma ligação ao turismo rural e a uma rede sustentada de criação de produtos com qualidade.

Isto não está bom para ninguém, nem prá ingrícula, mas até que podia estar! E não é com olhinhos no céu à espera que as nuvens pr’a Amarante tragam tempo galante... É preciso preparar a terra, fazer a sementeira, regar, orar e ter paciência! Porque, como dizia Vergílio Ferreira, (isto para não ter de citar Saint Exupéry e a sua rosa), “O tempo que passa não passa depressa. O que passa depressa é o tempo que passou. 

Clara Paredes Castro


Fonte: retirada de um artigo digital (aqui)

 

Fonte: Manuel Meira / Município de Fafe




terça-feira, 20 de outubro de 2020

GEMINAMOS OU GERMINAMOS

Reconhece os locais destas imagens? Pois bem, apresento-vos as cidades-irmãs de Fafe! A catedral pertence a Sens, da região de Borgonha em França e a praia é de Porto Seguro no Brasil. De nada nos adianta sermos geminados com outros lugares, se sabemos pouco sobre isso ou se tiramos ainda menos proveito dessa situação. Na verdade, além de alguma representação em feiras de produtos tradicionais e conferências e das residências artísticas que tivemos há alguns anos, pouco se sabe sobre estes acordos que vêm desde 2009 e 2012.

Esta moda de geminar cidades foi muito forte no início do século e criaram-se mais de 600 acordos de cooperação com mais de 50 países, por esse Portugal fora. A relação intermunicípios veio depois mostrar, que se conseguiria mais com sinergias próximas, do que com relações internacionais que ficam num papel. De lá para cá, a grande maioria está desativada, quer por falta de projetos, quer devido às alterações políticas nos executivos camarários, que acabam por ditar o enfraquecimento das ligações. Mas que bom seria aproveitar estes contactos para tornar as relações mais simplificadas e desburocratizadas, para impulsionar a componente económica dos municípios envolvidos, para potenciar o turismo recíproco, para projetos específicos em áreas sociais, voluntariado jovem ou ambiente. Na verdade, quem investe e pensa nestas coisas, usa certamente outros recursos que não as geminações municipais porque possivelmente, nem conhecimento tem do potencial delas. Se nem nós fafenses sabemos que temos relações privilegiadas com estas cidades de França e Brasil de que nos serve? As nossas associações e clubes desportivos têm contactos com os de lá? Alguém alguma vez tentou importar caju ou coco que se produz em Porto Seguro? Há canais de venda de pão de ló ou vinhos? Já se promoverem circuitos turísticos de Fafe em Sens? Há referências às duas cidades no nosso posto de turismo?

Geminada refere-se a alguma coisa que forma par, que se encontra lado a lado de outra. Germinada é uma forma conjugada do verbo germinar, que é sinónimo de crescer e desenvolver. Está na hora de nos perguntarmos se queremos uma ou outra... Ainda que me pareça que estas relações deveriam ser vistas como sementes de crescimento e não como simples irmandades de papel.

Clara Paredes Castro

Sens, França



Porto Seguro, Brasil


domingo, 18 de outubro de 2020

“UM OUTRO OLHAR” – MANÉ SOUSA, UM EMPRESÁRIO COM ESPÍRITO FAMILIAR

 



Bom dia Mané, agradeço–te a disponibilidade para participar nesta entrevista. Já nos conhecemos há alguns anos devido à nossa paixão por um clube de futebol, levando-nos a ir por vezes juntos ao estádio quinzenalmente. No entanto pouco sei de ti, quer em termos pessoais, quer profissionais, sendo tu e muito bem, uma pessoa bastante discreta. Neste sentido, a minha primeira pergunta é da praxe e é mais pessoal: gostava que me partilhasses as tuas origens, o teu percurso escolar e formativo. Eras bom aluno? Gostavas de estudar?

Olá Filipe! Eu é que agradeço a simpatia e lembrança da tua parte para esta entrevista. Aproveito para te dar os parabéns pela excelente iniciativa e ainda pela tua escolha dos entrevistados e empreendedores antes desta entrevista. A fasquia ficou muito alta!

Quanto a mim, nasci e cresci essencialmente aqui em Fafe. Tive uma infância muito feliz por onde passei e morei, não me podendo queixar de nada. Só tenho a agradecer o esforço tremendo dos meus pais pela minha felicidade, educação, pela sua confiança e liberdade que sempre dispus. São claramente um modelo que procuro seguir com os meus filhos.

Quanto aos estudos, fiz a primária na extinta escola P3, junto à igreja Matriz. No 5º e 6º ano andei no ciclo, atual escola Carlos Teixeira. Após esta etapa e por vontade dos meus pais fui estudar para Guimarães onde terminei o 9º ano. Regressei ao nosso liceu para aqui finalizar o secundário. Tirei a licenciatura em Engenharia Civil na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro em Vila Real. De facto, era o único curso que ambicionava desde criança.

Era de uma forma geral bom aluno, gostava da escola, mas nunca gostei muito de estudar. Espero que os meus filhos não vejam estas últimas palavras 😊


Tens alguém na tua família ou amigos como modelo empreendedor? Como surgiu a ideia de ser empreendedor?

Eu acabo por representar nesta entrevista toda uma família de empreendedores (pais, avós tios, primos). Todos desde cedo tiveram espírito empreendedor e arriscaram com os seus próprios negócios que ainda hoje quase todos eles perduram.

Claro que, com a vivencia diária com os meus pais e com o seu espírito fascinante de empreendedor, o meu bichinho pelos negócios foi crescendo dia após dia. Desde muito novos, sempre os vi a arriscar, deixando, no caso do meu pai, um emprego nos quadros públicos para tentar a sua sorte. Lutaram e negociariam com a nobreza de sempre respeitarem toda gente: clientes, fornecedores e ainda hoje mantêm um excelente relacionamento com as empresas concorrentes. Esta forma de ser e estar moldou a minha perspetiva e visão do mundo empresarial.



Tens a particularidade de estares com a tua família na gestão de várias empresas, em setores tão distintos como a construção, imobiliário, comércio, projeto, lazer e agroturismo. Conta-nos mais sobre as trajetórias da vossa empresas até à data de hoje, partilhando-nos as suas atividades, os seus produtos e serviços e dimensão em termos de mercado e humano.

Por ordem cronológica: 

Ainda muito novos, os meus pais começaram a fazer projetos de arquitetura em casa. O meu pai no horário extra do seu emprego público e a minha mãe trabalhando e conjugando com as lides domésticas. Hoje, com um crescimento acentuado e sustentado, a empresa dá pelo nome de GADET – Gabinete de arquitetura, engenharia e topografia, contando com um quadro técnico ambicioso de arquitetas, engenheiros(as), topógrafo e administrativa. Localiza-se no cruzamento da rua do Retiro com a rua António Cândido e prestamos serviços de projetos residenciais, industriais e comerciais, passando ainda pela avaliação de imóveis, peritagens de edifícios, orçamentação, cadernos de encargos etc.

Em 1993 criaram uma nova empresa em nome do meu pai que evoluiu em 1999 para a atual  Fafisol Lda – Comércio e aplicação de materiais isolantes, com sede e 1º armazém na zona industrial do Socorro. Sempre nos distinguimos pela inovação e procura constante de novas e melhores soluções no âmbito do isolamento para construção.  Inicialmente fazíamos apenas comércio de materiais nos concelhos mais próximos, tendo entretanto, alargado a todo o território nacional e já até com significativo volume de exportação para diversos países.

Entretanto entramos também na aplicação em edifícios, essencialmente em isolamento de fachadas e coberturas. Tentamos aproveitar a cada vez maior preocupação das pessoas com o consumo energético da sua habitação e diminuição da pegada ambiental para nos posicionarmos como empresa de confiança e de relevância na nossa área de intervenção. 

A polivalência, profissionalismo e dedicação dos nossos colaboradores permite-nos abraçar qualquer tipo de obra e desafio em total tranquilidade.

Durante a construção do que seria um segundo pavilhão para a Fafisol, surge a ideia, pioneira na região, de criar um campo de futebol indoor em relva sintética. Nasceu assim em 2003 o PlaysoccerIndoor na Rua de Santa Maria na freguesia de Regadas, com horários de uma hora  preenchidos por empresas e grupos de amigos, onde também se realizam torneios diversos, festas de aniversários e outros eventos. Mais recentemente foi criada a Playsoccer Kids, uma escola de futebol para crianças, orientada por professores e técnicos de inegável capacidade e qualidade.

Precisamente ao lado do Playsoccer, num terreno que tínhamos livre na mesma rua, nasce em 2007 uma nova ideia de criação de um complexo de piscinas públicas, o Aquaplay. O seu crescimento foi de tal forma constante que temos hoje cerca de 5 vezes maior espelho de água e espaço relvado em relação ao inicial. Fomos adaptando o espaço e criamos áreas com escorregas, parque infantil e zonas verdes para fazer face ao aumento anual de afluência, quer de utentes individuais, quer de escolas e centros de férias de verão.

Nas imediações deste complexo, numa quinta dos meus avós com cerca de 10 ha no total e 8 ha de vinha, produzimos e comercializamos vinho com a nossa marca e rótulo. Acabamos precisamente as vindimas no fim de semana passado. Existe ainda nesta mesma quinta, uma casa com tal dimensão que subdividimos em vários apartamentos com diferentes tipologias para aluguer, criando assim a Quinta D’Areda – Wine & Pool Experience. Também aqui, devido à ocupação, fomos aumentando a área e número de apartamentos e adaptando ano após ano para criar ainda melhores condições e experiências para os nossos turistas portugueses e estrangeiros. É também um orgulho salientar que temos na plataforma Booking a soberba pontuação de 9.1 em 10 possíveis. Situa-se na rua Dona Maria, também na freguesia de Regadas.

Mais recentemente, há cerca de 4 anos, entramos no ramo imobiliário, neste caso na cidade do Porto. Fizemos e fazemos aquisições de terrenos ou ruínas, desenvolvemos projetos, executamos a obra e vendemos os apartamentos. As primeiras escrituras foram realizadas recentemente em setembro.

Além desta iniciativa familiar na vertente imobiliária, também no mesmo ramo, mas em parceria com outros 3 sócios, amigos de infância e fafenses, criamos um grupo empresarial que agrega várias nossas empresas imobiliárias e de construção, com o nome bem sugestivo para um fafense de Montelongo Investimentos.

Nesta altura, entre fase de projeto e de construção nas várias sociedades, tenho mais de 130 frações em andamento. Num prazo tão curto este número obviamente enche-me de orgulho, mas ao mesmo tempo de responsabilidade para com todas as pessoas que nos compram os imóveis e nos recomendam a outros familiares e amigos.



Quais são as dificuldades que encontras na gestão do dia a dia dos vossos negócios?

Não chamaria de dificuldades, antes de desafios. Todas estas empresas familiares, são geridas pelos meus pais, pelo meu irmão, por mim e com a preciosa ajuda das nossas esposas. Acabamos por ter de nos completar e ajudar uns aos outros, pois todos somos necessários em todas as empresas. É uma luta árdua e diária que nos tira muitas horas de sono, mas ao mesmo tempo nos mantém em permanente contacto e união.


Quais são as maiores satisfações e desilusões que tiveste até agora, com as vossas empresas?

A minha maior satisfação reside no facto de ver voltar os nossos clientes inúmeras vezes aos nossos espaços, a repetir compras, projetos e trabalhos devido à sua anterior experiencia connosco. É o melhor sinal de que estamos no caminho certo!

Quanto a desilusões, tentamos que sejam passageiras, pois quando se dão, procuramos em família e com os nossos colaboradores dar de imediato a volta a situação, sabendo que podem ocorrer em todas as empresas.


Quais são os próximos desafios que prevês para as vossas empresas?

O desafio imediato é tentar ultrapassar com sucesso este período anómalo que estamos a passar devido à Covid19, continuando a aumentar os nossos serviços, instalações e proporcionando ainda melhores experiencias para servirmos e cativarmos os nossos clientes.




Quais são as características pessoais MAIS importantes para as vossas empresas? Isto é, que importância dás às relações internas e externa nas empresas? Para ti como empresário multifacetado, quais são os contactos mais importantes? Fornecedores, clientes, pessoas de influência?

Nas nossas empresas temos de ser, e somos, uns pelos outros. Se queremos que nos ajudem também temos de ajudar.

Quanto aos contactos e pela minha forma de pensar, todos são importantes. Dou-te um exemplo prático: quando vou orçamentar algum trabalho, tanto me interessa o grande como o pequeno. Da mesma forma o vejo com um cliente desconhecido ou uma pessoa de influencia. Um cliente satisfeito traz outros. Privilegio todas as relações, seja entre nós, entre os colaboradores, clientes e colaboradores. Só com um bom conjunto destes relacionamentos continuaremos a evoluir favoravelmente.


Como te vês como pessoa? Como lidas com o fracasso e o sucesso?

Vejo-me como um eterno otimista por natureza, sempre com vontade de evoluir e melhorar as minhas capacidades. Sou perfecionista e cuidadoso em tudo o que faço no meu trabalho e até nas coisas mais simples do dia-a-dia. Respeito muito as pessoas com quem lido e gosto de me colocar no seu papel para tentar entender o seu ponto de vista, que naturalmente por vezes é diferente do meu.

Lido com o sucesso e o fracasso de uma forma perfeitamente natural. Quando fracasso ou algo corre mal, tento ou tentamos corrigir e dar a volta o mais rapidamente possível para não pensar muito nisso. O sucesso mantém-me tranquilo e orgulhoso, mas ao mesmo tempo alerta e atento pois sei que pode sempre ser efémero se o dermos como adquirido e não continuarmos a lutar por ele diariamente.
 

Consegues conciliar, no teu dia a dia, a vida profissional e pessoal?

Vou conseguindo e tenho mesmo de o conseguir, pois caso contrário nada faz sentido. Tenho a sorte de estar acompanhado por uma grande mulher que compreende o meu dia-a-dia e vai mantendo as coisas em casa no melhor funcionamento. Tento ainda ser um pai e marido presente nas lides diárias. Vamo-nos alternando com os nossos filhos nas idas para a escola/infantário e contamos ainda com a preciosa ajuda dos nossos pais e irmãos. Nas férias e fins-de-semana tento compensar, estando o máximo de tempo possível juntos em família.

No teu percurso profissional, queres partilhar um momento único positivo ou negativo ou até anedótico que te marcou? 

Um momento anedótico aconteceu-me há uns anos no início de uma reunião: mal cheguei, cumprimentei todo sorridente uma senhora, a pensar que a conhecia de Fafe, quando afinal era uma figura pública que eu conhecia da televisão. Só o soube no fim da reunião, quando em conversa lhe disse que a conhecia, mas não me recordava de onde. Quando ela me disse quem era foi a gargalhada geral.
 


Se tivesses um conselho a dar a um jovem empreendedor perante o estado atual da Economia, qual seria?

Nesta altura tão particular devido à pandemia, aconselhava a que estude bem os passos a dar, analisando de sobremaneira a conjuntura atual. Caso se vislumbre uma boa oportunidade, que trabalhe e a agarre com determinação que ninguém com certeza o fará por ele(a).


A crise atual associada à Pandemia COVID-19, afetou-vos na vossa forma de trabalhar? na competitividade das vossas empresas, nas relações com os clientes? De forma negativa ou positiva?

Afetou de uma forma geral em todas as empresas, principalmente no relacionamento direto com os clientes e fornecedores. Perdeu-se um bocado aquele toque pessoal, deixou-se de ver as expressões que nos ajudam a avaliar a reação e o semblante de cada um.

Em termos de competitividade, sentimos essencialmente a perda de volume de trabalho nos negócios de lazer que tiveram uma queda obrigatória devido ao decréscimo do turismo. O Playsoccer esteve alguns meses fechados. Acabamos por ter uma bela surpresa com o Aquaplay que teve uma redução de faturação bem menor que estávamos a contar. Foi no entanto o primeiro ano que não aumentamos significativamente em relação ao anterior.

A Fafisol acabou por aumentar bastante a faturação nessa altura da pandemia, com muito mérito do meu irmão, que entrou na empresa nessa altura com uma vontade e um espírito empreendedor de realçar, acabando por arrastar positivamente todos os que o rodeiam na empresa.

As restantes empresas continuaram normalmente sem grandes variações no volume de negócios.



Vamos passar para uma parte mais pessoal da entrevista, tenho as seguintes perguntas e peço-te uma palavra ou frase de resposta para cada uma delas:

Hobbies?

Convívios em família e amigos, viajar, andar de mota e outros desportos motorizados, jogar futebol, ir ao estádio ver o nosso clube e jogar padel mais recentemente.

Local de Férias preferido?

Vários, desde que quentes e com muito sol.

Adoras?

A minha família.

Detestas?

Falsidade, hipocrisia e injustiças.

MUSICA PREFERIDA?

Creep dos RADIOHEAD

Prato preferido?

Pica no chão.

Restaurante preferido?

Adoro comer e comer bem Nesse sentido tenho vários restaurantes preferidos.

Desporto preferido?

Futebol.

Qual é o teu clube?

Futebol Clube do Porto

Se não fosses empresário, eras?

Não faço ideia.

Se tivesses a oportunidade de mudar algo no teu percurso profissional, seria o quê?

Nada que me lembre.

O que representa Fafe para ti?

Fafe e os fafenses representam a minha casa e a minha comunidade por excelência. Honestamente (e os meus familiares e amigos mais chegados sabem-no) nunca me passou pela cabeça morar fora de Fafe. Aliás, estando fora, seja em férias ou trabalho, acabo por sentir um alívio e satisfação sempre que cá chego. Sinto um orgulho enorme quando digo fora que sou da cidade de Fafe.

SE AMANHÃ, FOSSES UM ELEITO POLITICO LOCAL, QUE MEDIDAS NO SETOR ECONÓMICO OU OUTRO, IMPLEMENTAVAS?

Implementaria um gabinete de apoio às empresas e aos empresários, com agentes diretamente no terreno a visitar as empresas para sentir as suas dificuldades e ajudar na sua competitividade.

Qual é a tua regra de Ouro?

São antes três: sinceridade, seriedade e humildade.

Há algo mais que gostarias de dizer, que não foi abordado?

Acabei por não abordar um assunto de extrema importância para mim e para a minha família: as pessoas que trabalham connosco. Ao longo destes anos, tivemos a sorte de conseguir cativar pessoas excecionais, com uma vontade de ajudar e uma capacidade impressionantes. Alguns já estão connosco há dezenas de anos. Todo o nosso percurso em grande parte também a elas se deve. Em todas as empresas, temos um ambiente de trabalho incrível, o que em muito facilita a nossa luta diária.  Publicamente e a todos eles o meu muito obrigado por nos terem escolhido e dignificado com a sua presença todos os dias junto de nós.


ALGUNS LINKS: 

www.fafisol.com

http://montelongo.pt/

https://www.booking.com/hotel/pt/quinta-d-areda-wine-pool-country-house.pt-pt.html

https://pt-pt.facebook.com/GADET-Arquitetura-Engenharia-Topografia-352227848121912/

https://www.facebook.com/piscinasaquaplay/

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