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sexta-feira, 25 de julho de 2025
sexta-feira, 20 de janeiro de 2023
domingo, 23 de maio de 2021
FAFE UP - IVAucher avança no dia 1 de junho
domingo, 7 de fevereiro de 2021
“UM OUTRO OLHAR” – VICTOR E PAULO, DOIS AMIGOS QUE APOSTARAM NA COZINHA TRADICIONAL PORTUGUESA
Bom dia victor e paulo, desde já, agradeço–vos por terem disponibilidade em participar nesta entrevista.
tenho vindo a acompanhar o vosso percurso profissional, como amigo e cliente. confesso que o vosso perfil, associado a um percurso profissional em setores opostos, que se juntaram há cerca de 15 anos para criar uma empresa de sucesso no setor da restauração, sensibilizaram-me a serem os próximos a convidar para a nossa entrevista.
Gostava que cada um me partilhasse as suas origens, o seu percurso escolar e formativo. Gostavam de estudar? ou eram mais trabalhos práticos? Tem alguém na vossa família ou amigos como modelo empreendedor?
Victor: Boa tarde Filipe. Obrigado pelo convite, chamo-me Victor Ferreira tenho 45 anos, sou casado, tenho 2 filhas e sou natural da freguesia de Mesão Frio, Guimarães. Estudei na escola primaria de Paço Vieira, fiz o 6º ano no 2º ciclo da escola João de Meira, em Guimarães e vim para Fafe em Setembro de 2005.
Victor: Nunca gostei de ser mandado, nem de ter limitações. Com 13 anos comecei a trabalhar numa unidade hoteleira em Guimarães na qual estive quase vinte anos. Tive a sorte de aprender com o melhor mestre e empreendedor de hotelaria da época de seu nome: Aurélio Alves Cunha, que por sinal era meu tio. Foi nessa unidade que conheci o Paulo entre os anos de 2000 a 2004.
Victor: Nem sempre é possível.
Hobbies?
domingo, 17 de janeiro de 2021
FAFE UP– Apoios disponíveis para micro e pequenas empresas de Fafe no setor da Indústria e do Turismo
Como
informei no inicio do ano, tomei a iniciativa de criar uma nova rubrica on-line "FAFE UP" que disponibilizará ao ecossistema empresarial fafense, entre outras, informação
sobre o financiamento de novos projetos empresariais, bem como instrumentos que
incentivam a iniciativa empresarial e empreendedora e noticias de foro
empresarial ou setorial com interesse.
Neste
sentido, nos últimos dias, surgiram dois programas que considero interessante e
importante para as Micro e Pequenas empresas de Fafe no setor da Indústria e do
Turismo:
Linha de apoio à
tesouraria para micro e pequenas empresas do turismo COVID-19:
O Turismo
de Portugal, renova e reforça em 300 milhões de euros a Linha de Apoio à
Qualificação da Oferta, um instrumento financeiro para apoio às empresas do
setor do turismo. Destinada ao financiamento a médio e longo prazo de projetos
turísticos que se traduzam:
- na requalificação
e reposicionamento de empreendimentos, estabelecimentos e atividades, ou
- na
criação de empreendimentos, estabelecimentos e atividades implementados nos
territórios de baixa densidade, ou
- que
incidam no domínio do empreendedorismo.
Esta linha
de apoio caracteriza-se por:
- Apoio
reembolsável sem juros remuneratórios associados;
- 750€ p/
posto de trabalho existente na empresa a 29 de fevereiro de 2020 (micro) ou 30
de novembro de 2020 (pequena) multiplicado pelo período de três meses;
- O apoio
pode ir até ao máximo de 20.000€ para micro empresas e 30.000€ para pequenas
empresas;
- 20% do
apoio calculado pode ser convertido em não reembolsável, desde que, à data de
30 de setembro de 2021, e por comparação com 29 de fevereiro de 2020, no caso
de microempresas, ou com 30 de novembro de 2020, no caso de pequenas empresas,
a empresa não tenha feito cessar contratos de trabalho ao abrigo das
modalidades de despedimento coletivo, de despedimento por extinção do posto de
trabalho ou de despedimento por inadaptação, nem iniciado os respetivos
procedimentos.
Para mais informações, convido a visitar a página on line do Turismo de Portugal clicando AQUI
PROGRAMA DE APOIO À PRODUÇÃO NACIONAL (BASE LOCAL) - NUT III AVE:
Estão abertas as candidaturas ao Programa de Apoio à Produção Nacional para o território da NUT III AVE, até ao próximo dia 26 de fevereiro de 2020.
Para investimentos no concelho de FAFE, o apoio máximo poderá ir até 60% a fundo perdido!
O Programa destina-se ao apoio de projetos de micro e pequenas empresas, de Fafe, entre outras da região do Ave, com o objetivo de estimular a produção nacional, pelo que terá enfoque no setor industrial e no setor do turismo, entre outros setores relevantes para estimular a produção nacional e a redução da dependência face ao exterior, primando pela agilidade de procedimentos, pela eficiência na gestão e pela eficácia nos resultados.
São elegíveis as operações inseridas nas seguintes atividades económicas:
a) Secção B
– Indústrias extrativas (CAE 05 a 09);
b) Secção C
- Indústrias Transformadoras (CAE 10 a 33);
c) Secção I
– Alojamento (CAE 55), Restauração e Similares (CAE 56).
Qual é a despesa
elegível total?:
- até 235
mil euros no caso de operações das CAE das indústrias extrativas e
transformadoras (05 a 33);
- até 100 mil euros para as restantes CAE (55 e 56).
O valor mínimo da despesa elegível total por projeto será de 20 mil euros.
Quais são as despesas elegíveis?:
a) Custos
de aquisição de máquinas, equipamentos, respetiva instalação e transporte;
b) Custos
de aquisição de equipamentos informáticos, incluindo o software necessário ao
seu funcionamento;
c) Software
standard ou desenvolvido especificamente para a atividade da empresa;
d) Custos
de conceção e registo associados à criação de novas marcas ou coleções;
e) Custos iniciais
associados à domiciliação de aplicações, adesão inicial a plataformas
eletrónicas, subscrição inicial de aplicações em regimes de «software as a
Service», criação e publicação inicial de novos conteúdos eletrónicos, bem como
a inclusão ou catalogação em diretórios ou motores de busca;
f) Material
circulante diretamente relacionado com o exercício da atividade, até ao limite
máximo elegível de 40 mil euros;
g) Estudos,
diagnósticos, auditorias, Planos de marketing, até ao limite máximo elegível de
5 mil euros;
h) Serviços
tecnológicos/digitais, sistemas de qualidade e de certificação, até ao limite
máximo elegível de 50 mil euros;
i) Obras de
remodelação ou adaptação, para instalação de equipamentos produtivos
financiados no âmbito deste projeto, até ao limite de 60% do investimento total
elegível apurado, desde que contratadas a terceiros não relacionados com o
adquirente beneficiário dos apoios, não sendo financiados materiais de
construção adquiridos autonomamente.
Para mais informações, convido a
visitar o portal da CIM AVE, clicando AQUI.
terça-feira, 3 de novembro de 2020
ISTO NÃO ESTÁ BOM NEM PRÁ INGRÍCULA
Vou falar do que não sei…. como se costuma dizer, não percebo muito de ingrícula. Mas sei que a minha terra é marcadamente rural, que tem esse jeito e trejeitos de ser evoluída, mas com a mão ainda no machado, o olhar no calendário das colheitas e o cheiro de quem adivinha a chuva, se as nuvens fogem para barroso. Por todas as freguesias há ainda um gosto especial de fabricar as terras, de ter produtos próprios pró caldo e ouvir o cantar dos galos pela manhã. A cidade também ela mantém muitos recantos retalhados e agora, com a pandemia, houve até quem passasse a ter pequenas hortas nas varandas dos prédios.
Isto a propósito do mercado biológico de Fafe que, sempre
que acontece, me faz sentir uma lufada de ar fresco em relação ao que se pode fazer
para valorizar os produtores locais que tão arduamente plantam sementes de
saúde e colhem produtos de qualidade. Isto a propósito do quão pouco isto é
para tudo o resto. Volto a dizer… falo do que não sei, mas ainda bem! É preciso
que quem não sabe, pergunte muito, para os que pensam saber tudo, oiçam alguma coisa. Como se
apoiam os agricultores desta nossa terra, como se promove a sua formação, o seu
escoamento de produtos, a sua especialização? Como se incentivam os jovens agricultores,
as grandes produções que, fruto dos apoios europeus, começaram a despontar concelho
fora e muitas delas a precisar de enxerto para se manterem de pé? Dos pequenos,
sei de muitos que são do tempo da carreira João Carlos Soares, que os trazia às
quartas-feiras à feira para escoar as suas tronxudinhas, as nabiças, os ovinhos
caseiros e os tomates fresquinhos e que agora, na iminência do fecho das feiras
e da circulação mais limitada do povo, vão usar os produtos para alimentar os porcos,
também eles a rarear cada vez mais.. assim como a “malhada” e a “marela” que tanto
mugiam por esse concelho adiante, enquanto largavam seus fertilizantes naturais
estrada fora…
Sei pouco sobre agricultura, mas sei que podíamos fazer
muito mais! O nosso prato típico digno de festival continua sem ter a
certificação da carne que lhe dá origem, uma ambição da confraria ainda não
concretizada. Sei que os riscos ambientais do abandono dos terrenos agrícolas
são enormes, sei que Cooperativa Agrícola de Fafe e a Cooperativa dos
Produtores de Mel de Fafe tentam fazer o seu papel e com muita dificuldade. Sei
que a agricultura biológica apresenta potencialidades económicas interessantes,
pelo aumento da procura, mas que tem de ser enquadrada com uma ligação ao
turismo rural e a uma rede sustentada de criação de produtos com qualidade.
Isto não está bom para ninguém, nem prá ingrícula, mas até que podia estar! E não é com olhinhos no céu à espera que as nuvens pr’a Amarante tragam tempo galante... É preciso preparar a terra, fazer a sementeira, regar, orar e ter paciência! Porque, como dizia Vergílio Ferreira, (isto para não ter de citar Saint Exupéry e a sua rosa), “O tempo que passa não passa depressa. O que passa depressa é o tempo que passou.”
Clara Paredes Castro

Fonte: Manuel Meira / Município de Fafe
terça-feira, 20 de outubro de 2020
GEMINAMOS OU GERMINAMOS
Reconhece os locais destas imagens? Pois bem, apresento-vos as cidades-irmãs de Fafe! A catedral pertence a Sens, da região de Borgonha em França e a praia é de Porto Seguro no Brasil. De nada nos adianta sermos geminados com outros lugares, se sabemos pouco sobre isso ou se tiramos ainda menos proveito dessa situação. Na verdade, além de alguma representação em feiras de produtos tradicionais e conferências e das residências artísticas que tivemos há alguns anos, pouco se sabe sobre estes acordos que vêm desde 2009 e 2012.
Esta moda
de geminar cidades foi muito forte no início do século e criaram-se mais de 600
acordos de cooperação com mais de 50 países, por esse Portugal fora. A relação intermunicípios
veio depois mostrar, que se conseguiria mais com sinergias próximas, do que com
relações internacionais que ficam num papel. De lá para cá, a grande maioria
está desativada, quer por falta de projetos, quer devido às alterações
políticas nos executivos camarários, que acabam por ditar o enfraquecimento das
ligações. Mas que bom seria aproveitar estes contactos para tornar as relações
mais simplificadas e desburocratizadas, para impulsionar a componente económica
dos municípios envolvidos, para potenciar o turismo recíproco, para projetos específicos
em áreas sociais, voluntariado jovem ou ambiente. Na verdade, quem investe e
pensa nestas coisas, usa certamente outros recursos que não as geminações municipais
porque possivelmente, nem conhecimento tem do potencial delas. Se nem nós fafenses
sabemos que temos relações privilegiadas com estas cidades de França e Brasil
de que nos serve? As nossas associações e clubes desportivos têm contactos com
os de lá? Alguém alguma vez tentou importar caju ou coco que se produz em Porto
Seguro? Há canais de venda de pão de ló ou vinhos? Já se promoverem circuitos turísticos de Fafe em Sens? Há referências às
duas cidades no nosso posto de turismo?
Geminada refere-se a alguma coisa que forma par, que se encontra lado a lado de outra. Germinada é uma forma conjugada do verbo germinar, que é sinónimo de crescer e desenvolver. Está na hora de nos perguntarmos se queremos uma ou outra... Ainda que me pareça que estas relações deveriam ser vistas como sementes de crescimento e não como simples irmandades de papel.
Clara Paredes Castro
Sens, França
domingo, 18 de outubro de 2020
“UM OUTRO OLHAR” – MANÉ SOUSA, UM EMPRESÁRIO COM ESPÍRITO FAMILIAR

Bom
dia Mané, agradeço–te a disponibilidade para participar nesta entrevista. Já nos
conhecemos há alguns anos devido à nossa paixão por um clube de futebol, levando-nos
a ir por vezes juntos ao estádio quinzenalmente. No entanto pouco sei de ti,
quer em termos pessoais, quer profissionais, sendo tu e muito bem, uma pessoa bastante
discreta. Neste sentido, a minha primeira pergunta é da praxe e é mais pessoal:
gostava que me partilhasses as tuas origens, o teu percurso escolar e
formativo. Eras bom aluno? Gostavas de estudar?
Olá Filipe! Eu é que agradeço a simpatia e
lembrança da tua parte para esta entrevista. Aproveito para te dar os parabéns
pela excelente iniciativa e ainda pela tua escolha dos entrevistados e
empreendedores antes desta entrevista. A fasquia ficou muito alta!
Quanto a mim, nasci e cresci essencialmente aqui
em Fafe. Tive uma infância muito feliz por onde passei e morei, não me podendo
queixar de nada. Só tenho a agradecer o esforço tremendo dos meus pais pela
minha felicidade, educação, pela sua confiança e liberdade que sempre dispus. São
claramente um modelo que procuro seguir com os meus filhos.
Quanto aos estudos, fiz a primária na extinta
escola P3, junto à igreja Matriz. No 5º e 6º ano andei no ciclo, atual escola
Carlos Teixeira. Após esta etapa e por vontade dos meus pais fui estudar para
Guimarães onde terminei o 9º ano. Regressei ao nosso liceu para aqui finalizar
o secundário. Tirei a licenciatura em Engenharia Civil na Universidade de
Trás-os-Montes e Alto Douro em Vila Real. De facto, era o único curso que
ambicionava desde criança.
Era de uma forma geral bom aluno, gostava da escola, mas nunca gostei muito de estudar. Espero que os meus filhos não vejam estas últimas palavras 😊
Tens
alguém na tua família ou amigos como modelo empreendedor? Como surgiu a ideia
de ser empreendedor?
Eu acabo por representar
nesta entrevista toda uma família de empreendedores (pais, avós tios, primos). Todos
desde cedo tiveram espírito empreendedor e arriscaram com os seus próprios
negócios que ainda hoje quase todos eles perduram.
Claro que, com a
vivencia diária com os meus pais e com o seu espírito fascinante de
empreendedor, o meu bichinho pelos negócios foi crescendo dia após dia. Desde
muito novos, sempre os vi a arriscar, deixando, no caso do meu pai, um emprego
nos quadros públicos para tentar a sua sorte. Lutaram e negociariam com a
nobreza de sempre respeitarem toda gente: clientes, fornecedores e ainda hoje
mantêm um excelente relacionamento com as empresas concorrentes. Esta forma de
ser e estar moldou a minha perspetiva e visão do mundo empresarial.

Por ordem cronológica:
Ainda muito novos, os meus pais começaram a fazer projetos de arquitetura em casa. O meu pai no horário extra do seu emprego público e a minha mãe trabalhando e conjugando com as lides domésticas. Hoje, com um crescimento acentuado e sustentado, a empresa dá pelo nome de GADET – Gabinete de arquitetura, engenharia e topografia, contando com um quadro técnico ambicioso de arquitetas, engenheiros(as), topógrafo e administrativa. Localiza-se no cruzamento da rua do Retiro com a rua António Cândido e prestamos serviços de projetos residenciais, industriais e comerciais, passando ainda pela avaliação de imóveis, peritagens de edifícios, orçamentação, cadernos de encargos etc.
Em 1993 criaram
uma nova empresa em nome do meu pai que evoluiu em 1999 para a atual Fafisol Lda – Comércio e aplicação de
materiais isolantes, com sede e 1º armazém na zona industrial do Socorro. Sempre nos
distinguimos pela inovação e procura constante de novas e melhores soluções no
âmbito do isolamento para construção. Inicialmente
fazíamos apenas comércio de materiais nos concelhos mais próximos, tendo
entretanto, alargado a todo o território nacional e já até com significativo
volume de exportação para diversos países.
Entretanto
entramos também na aplicação em edifícios, essencialmente em isolamento de
fachadas e coberturas. Tentamos aproveitar a cada vez maior preocupação das
pessoas com o consumo energético da sua habitação e diminuição da pegada
ambiental para nos posicionarmos como empresa de confiança e de relevância na
nossa área de intervenção.
A polivalência,
profissionalismo e dedicação dos nossos colaboradores permite-nos abraçar qualquer
tipo de obra e desafio em total tranquilidade.
Durante a
construção do que seria um segundo pavilhão para a Fafisol, surge a ideia,
pioneira na região, de criar um campo de futebol indoor em relva sintética.
Nasceu assim em 2003 o Playsoccer – Indoor na Rua de Santa Maria na freguesia de
Regadas, com horários de uma hora
preenchidos por empresas e grupos de amigos, onde também se realizam torneios
diversos, festas de aniversários e outros eventos. Mais recentemente foi criada
a Playsoccer Kids, uma escola de futebol para crianças, orientada
por professores e técnicos de inegável capacidade e qualidade.
Precisamente ao
lado do Playsoccer, num terreno que tínhamos livre na mesma rua, nasce em 2007 uma
nova ideia de criação de um complexo de piscinas públicas, o Aquaplay. O seu crescimento
foi de tal forma constante que temos hoje cerca de 5 vezes maior espelho de
água e espaço relvado em relação ao inicial. Fomos adaptando o espaço e criamos
áreas com escorregas, parque infantil e zonas verdes para fazer face ao aumento
anual de afluência, quer de utentes individuais, quer de escolas e centros de
férias de verão.
Nas imediações
deste complexo, numa quinta dos meus avós com cerca de 10 ha no total e 8 ha de
vinha, produzimos e comercializamos vinho com a nossa marca e rótulo. Acabamos precisamente
as vindimas no fim de semana passado. Existe ainda nesta mesma quinta, uma casa
com tal dimensão que subdividimos em vários apartamentos com diferentes tipologias
para aluguer, criando assim a Quinta D’Areda – Wine & Pool Experience. Também aqui,
devido à ocupação, fomos aumentando a área e número de apartamentos e adaptando
ano após ano para criar ainda melhores condições e experiências para os nossos
turistas portugueses e estrangeiros. É também um orgulho salientar que temos na
plataforma Booking a soberba pontuação de 9.1 em 10 possíveis. Situa-se na rua
Dona Maria, também na freguesia de Regadas.
Mais recentemente,
há cerca de 4 anos, entramos no ramo imobiliário, neste caso na cidade do Porto.
Fizemos e fazemos aquisições de terrenos ou ruínas, desenvolvemos projetos,
executamos a obra e vendemos os apartamentos. As primeiras escrituras foram
realizadas recentemente em setembro.
Além desta
iniciativa familiar na vertente imobiliária, também no mesmo ramo, mas em
parceria com outros 3 sócios, amigos de infância e fafenses, criamos um grupo
empresarial que agrega várias nossas empresas imobiliárias e de construção, com
o nome bem sugestivo para um fafense de Montelongo Investimentos.
Nesta altura, entre fase de projeto e de construção nas várias sociedades, tenho mais de 130 frações em andamento. Num prazo tão curto este número obviamente enche-me de orgulho, mas ao mesmo tempo de responsabilidade para com todas as pessoas que nos compram os imóveis e nos recomendam a outros familiares e amigos.

Quais são as dificuldades que encontras na gestão do dia a dia dos vossos negócios?
Não chamaria de dificuldades, antes de desafios. Todas estas empresas familiares, são geridas pelos meus pais, pelo meu irmão, por mim e com a preciosa ajuda das nossas esposas. Acabamos por ter de nos completar e ajudar uns aos outros, pois todos somos necessários em todas as empresas. É uma luta árdua e diária que nos tira muitas horas de sono, mas ao mesmo tempo nos mantém em permanente contacto e união.
Quais
são as maiores satisfações e desilusões que tiveste até agora, com as vossas
empresas?
A minha maior satisfação reside no facto de
ver voltar os nossos clientes inúmeras vezes aos nossos espaços, a repetir
compras, projetos e trabalhos devido à sua anterior experiencia connosco. É o
melhor sinal de que estamos no caminho certo!
Quanto a desilusões, tentamos que sejam
passageiras, pois quando se dão, procuramos em família e com os nossos
colaboradores dar de imediato a volta a situação, sabendo que podem ocorrer em
todas as empresas.
Quais
são os próximos desafios que prevês para as vossas empresas?
O desafio imediato é tentar ultrapassar com
sucesso este período anómalo que estamos a passar devido à Covid19, continuando
a aumentar os nossos serviços, instalações e proporcionando ainda melhores
experiencias para servirmos e cativarmos os nossos clientes.

Nas nossas empresas temos de ser, e somos,
uns pelos outros. Se queremos que nos ajudem também temos de ajudar.
Quanto aos contactos e pela minha forma de
pensar, todos são importantes. Dou-te um exemplo prático: quando vou orçamentar
algum trabalho, tanto me interessa o grande como o pequeno. Da mesma forma o
vejo com um cliente desconhecido ou uma pessoa de influencia. Um cliente
satisfeito traz outros. Privilegio todas as relações, seja entre nós, entre os
colaboradores, clientes e colaboradores. Só com um bom conjunto destes
relacionamentos continuaremos a evoluir favoravelmente.

Como
te vês como pessoa? Como lidas com o fracasso e o sucesso?
Vejo-me como um
eterno otimista por natureza, sempre com vontade de evoluir e melhorar as
minhas capacidades. Sou perfecionista e cuidadoso em tudo o que faço no meu
trabalho e até nas coisas mais simples do dia-a-dia. Respeito muito as pessoas
com quem lido e gosto de me colocar no seu papel para tentar entender o seu
ponto de vista, que naturalmente por vezes é diferente do meu.
Lido com o
sucesso e o fracasso de uma forma perfeitamente natural. Quando fracasso ou
algo corre mal, tento ou tentamos corrigir e dar a volta o mais rapidamente
possível para não pensar muito nisso. O sucesso mantém-me tranquilo e orgulhoso,
mas ao mesmo tempo alerta e atento pois sei que pode sempre ser efémero se o
dermos como adquirido e não continuarmos a lutar por ele diariamente.
Consegues
conciliar, no teu dia a dia, a vida profissional e pessoal?
Vou conseguindo e
tenho mesmo de o conseguir, pois caso contrário nada faz sentido. Tenho a sorte
de estar acompanhado por uma grande mulher que compreende o meu dia-a-dia e vai
mantendo as coisas em casa no melhor funcionamento. Tento ainda ser um pai e
marido presente nas lides diárias. Vamo-nos alternando com os nossos filhos nas
idas para a escola/infantário e contamos ainda com a preciosa ajuda dos nossos
pais e irmãos. Nas férias e fins-de-semana tento compensar, estando o máximo de
tempo possível juntos em família.
No teu percurso profissional, queres partilhar um momento único positivo ou negativo ou até anedótico que te marcou?
Um momento anedótico
aconteceu-me há uns anos no início de uma reunião: mal cheguei, cumprimentei
todo sorridente uma senhora, a pensar que a conhecia de Fafe, quando afinal era
uma figura pública que eu conhecia da televisão. Só o soube no fim da reunião,
quando em conversa lhe disse que a conhecia, mas não me recordava de onde.
Quando ela me disse quem era foi a gargalhada geral.

Se tivesses
um conselho a dar a um jovem empreendedor perante o estado atual da Economia,
qual seria?
Nesta altura tão particular devido à
pandemia, aconselhava a que estude bem os passos a dar, analisando de
sobremaneira a conjuntura atual. Caso se vislumbre uma boa oportunidade, que
trabalhe e a agarre com determinação que ninguém com certeza o fará por ele(a).
A
crise atual associada à Pandemia COVID-19, afetou-vos na vossa forma de
trabalhar? na competitividade das vossas empresas, nas relações com os
clientes? De forma negativa ou positiva?
Afetou de uma forma geral em todas as
empresas, principalmente no relacionamento direto com os clientes e
fornecedores. Perdeu-se um bocado aquele toque pessoal, deixou-se de ver as
expressões que nos ajudam a avaliar a reação e o semblante de cada um.
Em termos de competitividade, sentimos
essencialmente a perda de volume de trabalho nos negócios de lazer que tiveram
uma queda obrigatória devido ao decréscimo do turismo. O Playsoccer esteve
alguns meses fechados. Acabamos por ter uma bela surpresa com o Aquaplay que
teve uma redução de faturação bem menor que estávamos a contar. Foi no entanto
o primeiro ano que não aumentamos significativamente em relação ao anterior.
A Fafisol acabou por aumentar bastante a
faturação nessa altura da pandemia, com muito mérito do meu irmão, que entrou
na empresa nessa altura com uma vontade e um espírito empreendedor de realçar,
acabando por arrastar positivamente todos os que o rodeiam na empresa.
As
restantes empresas continuaram normalmente sem grandes variações no volume de
negócios.

Vamos
passar para uma parte mais pessoal da entrevista, tenho as seguintes perguntas e
peço-te uma palavra ou frase de resposta para cada uma delas:
Hobbies?
Convívios em família e amigos, viajar, andar
de mota e outros desportos motorizados, jogar futebol, ir ao estádio ver o
nosso clube e jogar padel mais recentemente.
Local
de Férias preferido?
Vários, desde que quentes e com muito sol.
Adoras?
A minha família.
Detestas?
Falsidade, hipocrisia e injustiças.
MUSICA PREFERIDA?
Creep dos RADIOHEAD
Prato
preferido?
Pica no chão.
Restaurante
preferido?
Adoro comer e comer bem Nesse sentido tenho
vários restaurantes preferidos.
Desporto
preferido?
Futebol.
Qual
é o teu clube?
Futebol Clube do Porto
Se
não fosses empresário, eras?
Não faço ideia.
Se
tivesses a oportunidade de mudar algo no teu percurso profissional, seria o
quê?
Nada que me lembre.
O
que representa Fafe para ti?
Fafe e os fafenses representam a minha casa e a minha comunidade por excelência. Honestamente (e os meus familiares e amigos mais chegados sabem-no) nunca me passou pela cabeça morar fora de Fafe. Aliás, estando fora, seja em férias ou trabalho, acabo por sentir um alívio e satisfação sempre que cá chego. Sinto um orgulho enorme quando digo fora que sou da cidade de Fafe.
SE AMANHÃ, FOSSES UM ELEITO POLITICO LOCAL, QUE MEDIDAS NO SETOR ECONÓMICO OU OUTRO, IMPLEMENTAVAS?
Implementaria um gabinete de apoio às empresas e aos empresários, com agentes diretamente no terreno a visitar as empresas para sentir as suas dificuldades e ajudar na sua competitividade.
Qual
é a tua regra de Ouro?
São antes três:
sinceridade, seriedade e humildade.
Há
algo mais que gostarias de dizer, que não foi abordado?
Acabei por não abordar um assunto de extrema
importância para mim e para a minha família: as pessoas que trabalham connosco.
Ao longo destes anos, tivemos a sorte de conseguir cativar pessoas excecionais,
com uma vontade de ajudar e uma capacidade impressionantes. Alguns já estão
connosco há dezenas de anos. Todo o nosso percurso em grande parte também a
elas se deve. Em todas as empresas, temos um ambiente de trabalho incrível, o
que em muito facilita a nossa luta diária.
Publicamente e a todos eles o meu muito obrigado por nos terem escolhido
e dignificado com a sua presença todos os dias junto de nós.
ALGUNS LINKS:
https://www.booking.com/hotel/pt/quinta-d-areda-wine-pool-country-house.pt-pt.html
https://pt-pt.facebook.com/GADET-Arquitetura-Engenharia-Topografia-352227848121912/
https://www.facebook.com/piscinasaquaplay/

















