quarta-feira, 4 de março de 2026

Parlamento falha no reconhecimento pleno dos dadores de sangue

 


No passado dia 28 de fevereiro a Assembleia da República rejeitou a consagração de uma falta

justificada para dadores de sangue, constitui para nós, uma oportunidade perdida na valorização de

um gesto essencial à sociedade. Ao manter o regime atual que prevê apenas a dispensa pelo tempo

estritamente necessário à dádiva, o Parlamento ignora as dificuldades reais que muitos trabalhadores

enfrentam para conciliar horários profissionais exigentes para doar sangue. Deslocações, tempos de

espera e o próprio período de recuperação tornam, muitas vezes, difícil o regresso imediato ao

trabalho sem constrangimentos.

Importa sublinhar que já existem exemplos no país de maior reconhecimento. Na Região Autónoma

da Madeira, por exemplo, são concedidos dois dias de dispensa aos dadores que vão doar sangue,

demonstrando que é possível valorizar de forma mais efetiva este ato nobre e solidário.

Recorde-se que a dádiva de sangue é voluntária, gratuita e indispensável ao funcionamento do

sistema de saúde. Todos os dias são necessárias mil e cem unidades de sangue para cirurgias,

tratamentos e situações de emergência. Cada dádiva pode salvar até três vidas.

Reconhecer uma falta justificada não seria um privilégio, mas um sinal claro de respeito por quem

contribui, de forma solidária, para o bem comum, realçamos que em janeiro alterou-se o critério da

idade para doar sangue passando a ser possível doar sangue até aos 70 anos sem complicações de

saúde.

A Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Fafe continuará a defender que facilitar a dádiva é

fortalecer a cidadania. Porque doar sangue é um ato de generosidade e a generosidade merece

reconhecimento a todos os dadores.

A Direção

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