segunda-feira, 1 de junho de 2026

PCP: "Vitelinhas", sem acompanhamento

 Não se compreendem as razões para o desaparecimento das bicicletas para uso partilhado, apelidadas de “Vitelinhas,” e muito menos se alcança a lógica da sua compra sem um conjunto de medidas paralelas que permitam o seu uso adequado.

A Comissão Concelhia de Fafe do PCP considera que é possível criar condições para termos uma rede de vias dedicadas ao uso quotidiano da bicicleta no nosso concelho. O uso da bicicleta enquanto meio de transporte quotidiano contribui para a promoção da saúde pública e para a melhoria do ambiente urbano. A promoção da utilização da bicicleta permite uma redução da dependência dos combustíveis fósseis. No entanto, a promoção da bicicleta como meio de transporte quotidiano passa necessariamente pelo reforço da segurança rodoviária, existindo várias normas e orientações nacionais e internacionais que definem as boas práticas na elaboração de uma rede ciclável.

A Assembleia Municipal aprovou, há mais de 1 ano, a proposta do PCP recomendando que a Câmara realize um estudo para a implementação de uma rede ciclável no concelho, que permita a utilização segura da bicicleta como meio de transporte entre as diversas freguesias e a sede do concelho. 

 

No início do passado mês de maio, exercendo um dos direitos dos eleitos na Assembleia Municipal, foram enviadas as seguintes questões à Câmara Municipal, que ainda não se dignou responder:

 
- Qual o estado atual de conservação e manutenção das bicicletas "Vitelinhas" adquiridas pelo município?

- Qual o número total de bicicletas que compõem atualmente a frota e quantas se encontram operacionais?

- Quais os motivos técnicos ou administrativos que justificam o facto de o sistema se encontrar "fora de serviço" ou sem utilização prática há tanto tempo?

- Está prevista a disponibilização efetiva deste sistema de partilha à população?

- Em caso afirmativo, qual a data prevista para o início da operação do serviço?

- Existe algum cronograma para a futura rede ciclável do concelho, conforme recomendado na moção aprovada por esta Assembleia em 12 de fevereiro de 2025?


Lamentamos a ausência de resposta a estas questões, mas muito mais lamentamos a ausência de uma estratégia de mobilidade sustentável, bem plasmada nos milhões de euros enterrados em parques de estacionamento, numa aposta reiterada na promoção do veículo particular.


Comissão Concelhia de Fafe do PCP

1-6-2026 

FAFE | ‘aBRAÇAr, na trança da Palha’ | Inauguração - quarta-feira, 3 de junho, às 18h00 :: Casa da Cultura

 


‘aBRAÇAr, na trança da Palha

Inauguração | quarta-feira, 3 de junho, às 18h00 | Casa da Cultura de Fafe

 

"aBRAÇAr, na trança da Palha" é inaugurada esta quarta-feira, 3 de junho, pelas 18h00, na Casa da Cultura de Fafe, propondo um olhar para os fazeres, os convívios, os falares que a palha permite entre entrelaçados.

"aBRAÇAr na trança da Palha" dá continuidade ao programa Experimentar o Têxtil, convidando-nos a metamorfosear a Braços com a comunidade, vindos dela e para ela, a partir de trabalhos desenvolvidos por Ana Leandro, António Jorge e Mónica Faria.

"aBRAÇAr na trança da Palha" percorre os caminhos que hoje se desenham no reencontro com o território e a paisagem de Fafe. A este percurso juntamo-nos, abraçados pelas artesãs e pelos que, afoitos, se comprometem em preservar estes passados, para se reinventarem futuros ocupando novas avenidas do saber. 


No Museu de Golães, onde nos encontramos para celebrar resistências, podemos ler:

""Oupa!" Acordar, cortar o jejum, e entrançar duas horitas antes de correr à escola, sacola ao través, lousa lá dentro, tabuada poída, aprender as letras e as contas da vida.

Voltar a casa, brincar a espaços, estoquiar a trança dos grandes, entrançar para ajudar, entrançar a brincar.

Homens às leiras (...) moças às casas (...) serões de todos" 


De três braças se apresenta esta exposição:

"Mergulhar nos processos de uma arte vernacular, aprender práticas que se desvanecem, reavivar tradições, criar relações.

Percorro campos de centeio, observando as espigas a dançar com o vento e escutando as suas conversas. Sinto o aroma da ferrã acabada de cortar, cheira a primavera.

Toco nas matérias e vejo como afetam o meu corpo e como os meus gestos as modificam.

Reagimos mutuamente, tecendo encontros e nós nesta rede de ligações que me conecta ao mundo. Aprendo coreografias ancestrais, entre tentativa e erro, e guiada por mestres entrançamos corpos.

Trabalhar a palha permite unir memórias, abraçar novas pessoas e outras ideias, em pequenos gestos repetitivos e pacientes.

A palha, delicada e frágil, reserva uma resistência e plasticidade surpreendentes: metáfora da forca e vulnerabilidade humanas. É luz, terra, comunidade."


"aBRAÇAr na trança da Palha" insere-se nas iniciativas ‘Experimentar o têxtil’, realizadas no território do Vale do Ave pela bienal Contextile, com o propósito de ligar as diversas realidades do têxtil entre si e ligar os públicos e as comunidades aos processos de criação em torno do têxtil. A exposição estará patente até 31 de julho de 2026 na Casa da Cultura de Fafe e poderá ser visitada de terça-feira a domingo, das 10h00 às 18h00.

 



Iniciativa: Município de FAFE

Conceito e Produção: IDEIAS EMERGENTES / Contextile bienal

Co_Financiamento: DGArtes / Ministério da Cultura

Media partner: T jornal

Divulgação dos resultados da Campanha de Recolha de Alimentos do Banco Alimentar de Braga - 30 e 31 de maio

 Podem seguir-nos em:

Segue a tabela com os dados relativos aos resultados da recolha por concelho:
image.png

Muito Obrigada!


Na Campanha de Recolha de Alimentos do Banco Alimentar Contra a Fome de Braga deste fim-de-semana foram angariados 143 238 kg (143 toneladas) de alimentos, que vão ser distribuídos a Instituições de Solidariedade Social, previamente selecionadas e acompanhadas ao longo de todo o ano pelo Banco Alimentar de Braga. Esta campanha decorreu em 115 supermercados e mobilizou aproximadamente 3.350 voluntários, em todo o distrito.


O País, e o distrito de Braga em particular, respondeu com grande generosidade a estes apelos, com a doação de bens alimentares e de tempo, num período especialmente difícil: a instabilidade económica - que tem forte impacto social - coloca-nos desafios diários no esforço de chegar a todos quantos necessitam de apoio.

Até ao final de abril de 2026 foram já distribuídos, através de 299 Instituições, 677 552,41  Kg de alimentos, que chegaram à mesa de 49 303 pessoas.
Vimos sugerir a divulgação destes números, que resultam de diversos apoios que muito agradecemos: os doadores dos alimentos e voluntários que colaboraram na recolha, transporte, triagem e armazenamento dos produtos doados pelos cidadãos, mas também, e não menos importantes, os vários beneméritos, particulares, empresas e instituições/entidades que, ao longo de todo ano, tornam possível, com a doação de bens e serviços, o funcionamento do Banco Alimentar de Braga. Agradecemos igualmente a todos os órgãos de comunicação que colaboram graciosamente na divulgação deste projeto de consciente responsabilidade social. A todos e a cada um, o nosso muito obrigado.

Relembramos ainda que até ao próximo dia 7 de junho (domingo) decorrem a Campanha de Doação Online (através do site www.alimentestaideia.pt) e a Campanha "Ajuda Vale" (nas lojas das várias cadeias de supermercados e hipermercados a operar no distrito).