sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

Portugal 2.0


Uma das principais conclusões que tiro deste período horribilis que vivemos é a necessidade de repensar todo o modelo de desenvolvimento que queremos para o nosso país.

Será que vamos querer continuar a importar tudo o que comemos, vestimos, conduzimos, teclamos, em troca de recebermos os turistas do norte da Europa? Será que vamos querer continuar a produzir barato para outros venderem com o valor acrescentado da aposição de uma marca? Será que vamos continuar a lutar por fundos estruturais que não estruturam mais do que algumas carreiras? 

É um novo Portugal que deverá ser pensado. É toda uma filosofia que urge redefinir. Não é, de forma nenhuma, o fecharmo-nos sobre nós próprios. Temos uma história rica em contactos com outros povos que nos acompanha há quase 900 anos. Dando a mão à palmatória, é ouvir muitas das coisas que o PCP anda há décadas a dizer. Embora, em minha opinião, numa lógica bem distinta do que esse partido diz.

É voltarmos à indústria. 

É voltarmos à agricultura. 

É voltarmos à pesca.

É voltarmos à floresta

É voltarmos aos cursos de água.

É voltarmos à Natureza .

Desta vez armados com conhecimento científico e meios tecnológicos. Não significa isto que devamos abandonar o Turismo. Antes pelo contrário. Seremos capazes de oferecer um melhor suporte à actividade e esta deixar no território muito mais valor. E ter mais mercado para as nossas produções.

Mas temos, também, de alterar os nossos hábitos de consumo. Sermos mais frugais, para utilizar um termo muito em voga. Sermos mais racionais nas nossas decisões e tentarmos ser, sempre, mais solidários, mais humanos.

E planear, planear, planear. Porque, quanto mais planearmos, melhor seremos a improvisar. 

Este é o momento.

Vamos!!!!

Ricardo Gonçalves


 

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